terça-feira, 3 de março de 2015

Luca e a minha hérnia de disco

17 de agosto de 2014
Eu estou com hérnia de disco. Outro dia o Luca me abraçou e disse: "mamãe, vou cuidar de você até sarar." Depois colocou a cabeça no meu colo: "como eu gosto de você!".
Ás vezes, ele fica cansado dessa história de dor que impede a mãe dele de dar colo e fazer uma porção de coisas. Aí me beija e diz: "pronto, você já sarou!".
Hoje, na hora de arrumar o quarto ele disparou essa: "não posso, estou com dor nas costas."

Lu e eu.

Mesversário da Nina: 10 meses

Em 09 de fevereiro, a Nina completa 10 meses. Está quase andando. Ao ser colocada na chão fica com a perninha dura para não sentar. Se engatinha, é para chegar em algo em que possa se apoiar para ficar de pé. Volta e meia, se solta e fica de pé sozinha uns segundos antes de cair de bumbum no chão, toda feliz. Começa a andar se apoiando nos móveis. 
Continua muito interessada em comida, mas mata sua fome com pouco. Gosta de comer sozinha e dá os seus jeitos quando engasga. Prefere a comida do prato dos adultos. Come melhor quando finjo que estou comendo a comida dela. Quando acaba, pede para ir para o chão e se aloja debaixo da cadeira do Luca para comer as migalhas, com as quais completa suas refeições. 
É brava! Fica muito chateada quando é impedida de fazer o que quer. 
Já aprendeu que precisa se fazer ouvir, então solta uns berros quando precisa. 

É dengosa, adora um chamego, um colinho, um cheirinho, um dengo. 
Não para quieta e tem faro para mexer exatamente no que não pode. 
Já provou pedra, folha de planta, papel e tentou comer uma formiga que passou no seu caminho. 
Não dorme bem, nem de dia, nem de noite. 
Responde a todos com um sorriso. Gargalha com o irmão, seu ídolo. 
Gosta de banho de banheira, adora piscina, ama praia! 
Já fala: mamãe, papai, água, qué, dá, papa (comida) e papa (passear). Coloca a flauta na bota e imita o som, como se estivesse tocando.
Tem preferência pelos brinquedos do Luca, pela cama do Luca, por brincar com o Luca,pelo Luca inteiro!
Me faz muito feliz!

Luca no Yellow Submarine

19 de novembro de 2014
Há 6 meses o Luca escolheu o tema para sua festa de 3 anos: Yellow Submarine. Escolheu, está escolhido.
Foi uma festa animadíssima, feita a 20 mãos e muito curtida.
















Viva o Luca!!!

Novembro de 2014
Nesta época do ano passado eu estava mergulhada no universo dos barquinhos de papel. Este ano, estou mergulhando mais fundo, com um submarino de papel. Viva o Luca!

Amizade

Eu e 5 amigas da faculdade nos encontramos mensalmente há 15 anos. Uma de nós se mudou para Barcelona há algum tempo. Em outubro reunimos nossos filhos pela primeira vez. Foi emocionante. Segue uma série de fotos históricas.


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Bianca

O Luca vive me falando sobre seus melhores amigos. Hoje eu disse a ele que iria conhecer uma das minhas melhores amigas. Recebemos a visita ilustre da minha amiga Bianca, que mora em Barcelona. Ela conheceu os meus filhos e eu conheci a Numa, sua pequena. Foi um momento muito especial! 20 de outubro de 2014.

Batizado da Flora

Padrinho é o segundo pai. É uma grande honra! O Ti é o padrinho da Flora e eu sou a "padrinha". Foto de 12 de outubro de 2014.


Dia das Crianças 2014

Passamos o Dia das Crianças de 2014 com os primos Dalmasso. Bom demais! Nina conheceu a prima Clara e todos matamos as saudades dos primos Gabriel e Flora. Voltaremos em breve.
Somzeira!

"Tanque de areia, gnomo, sereia, pirata, baleia..."

Farra entre primos!

Pintando o sete!

Tal pai, tal filho.

Vovó Leninha curtuindo demais os netos.

No meio do mato é melhor!

Começando a comer

Vai, vida, e seja doce como a primeira cenoura da minha filha.

Mesversário da Nina: 6 meses!

6 meses e mais linda a cada dia!

Mesversário da Nina: 5 meses!

Minha moranguinho gostosa completou 5 meses de pura gostosura em 9 de setembro de 2015. Já manda beijinhos, se arrasta para frente e para trás, virando e desvirando com tanta desenvoltura que chega mesmo a se locomover assim. Alcança brinquedos, explora o mundo. Está interessadíssima em tudo o que comemos. Continua tendo períodos em que nega o peito (depois passa). Tem acordado demais à noite, porém dormido melhor de dia.

Música para a Nina

Nina Menina do meu coração
Pequena Nina
Nina pequenina
Pequenininha do meu coração

Para não esquecer

Máximas do Luca:
1. Sempre que ele vê alguém chorando, pergunta: "cadê a mamãe dele?". Não existe outra opção: se tem alguém triste, está faltando a mamãe. 


2. Nina chorava. O Luca olhou pra mim e perguntou: "cade a mamãe dela?"

3. A avó do Luca veio buscá-lo para passear e perguntou: "cade a Nina?". Ele prontamente respondeu: "está no colo da mam
ãe do Luca".

4.  Na viagem para a Europa, entrávamos nos aviões com mochila + neném e atravessávamos aqueles corredores estreitos falando "thank you" e "sorry". O Luca rapidamente aprendeu essas duas palavrinhas e passou a aplicá-las muito bem. Já no Brasil, um mês depois, entramos em um voo para Sampa e ele logo disparou: "sorry, thank you, sorry, thank you".


Nós em um piquenique no Parque Guinle em agosto de 2014.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

O excesso de uso de celulares e telas por crianças


Segue um resumo do ótimo texto de Daniel Becker sobre o excesso de uso de celulares e telas por crianças:
"Evidencias apontam que para além dos riscos já conhecidos do excesso de telas (obesidade, sedentarismo, insônia, agressividade, impulsividade, hiperatividade e problemas de atenção, perda da criatividade) somam-se novos: a "demência digital”- queda nas habilidades cognitivas e na memória de crianças, ansiedade social e agora o aumento do risco para tumores malignos.
Então, as recomendações:
Para os telefones e outros dispositivos sem fio:
- A distância é sua amiga. Afaste a radiação de si e de seus filhos. Calcula-se que mantendo o telefone celular a 15 cm do ouvido diminuímos em milhares de vezes o risco.
- Quando ligado e não em uso, o telefone não deve ser mantido perto no corpo. O melhor lugar para um telefone celular é a bolsa ou a mochila.
- Os aparelhos devem ser mantidos longe da barriga da mulher grávida. A mãe não deve usar durante a amamentação. Uma criança que leva um celular no bolso da calça traz um risco potencial (não demonstrado, enfatizo: potencial) para a sua fertilidade. Não deixe uma adolescente colocar o telefone no sutiã. Ora, por motivos óbvios.
- Converse com crianças e adolescentes sobre como usar telefones com cuidado. Uma pesquisa do Pew Center nos EUA mostrou que 75% dos pré-adolescentes e adolescentes dormem a noite toda com o celular debaixo do travesseiro. Impensável.
- A babá eletrônica, esse aparelho inútil e invasivo do sono dos pais, não deve ser colocada no berço do bebê. Roteadores wifi devem ser mantidos fora do quarto das crianças.
Para as telas em geral:
- Limite o tempo de tela de seus filhos (e o seu). Para os menores de 2 anos, o recomendado é zero. Sabemos que isso é inviável, mas faça o possível para chegar perto.
- Para os mais velhos procure limitar o tempo a duas horas por dia. Acredite: é possível. Ofereça opções.
- Designe “momentos-sem-tela” na rotina de casa (refeições, hora de brincar com brinquedos de verdade, ler livros, contar historias, jogar);
- Designe “áreas-sem-tela”: uma boa ideia é limitar o acesso ao computador, TV e tablets às áreas comuns. TV no quarto é o veneno supremo. Para você também, aliás.
Finalmente: saia de casa. Vá com as crianças ao teatro, ao cinema, ao museu, ao show, à roda de brincadeiras. E o supremo antidoto: desfrute da natureza - parques, praças, bosques, praias, cachoeiras, florestas. Tem (quase) sempre uma perto de você neste país abençoado. Ali não há wifi, e melhor ainda se não houver sinal de celular por um tempo. Em vez de sinal, você vai ter conversa, convívio, troca de olhares, afeto, cuidado, desfrute, prazer, gelado, quentinho, abraço, beijo, brincadeira, jogos, gargalhadas, cantoria, histórias, balanço e gangorra, corrida e pulação, sujeira, bichos, fura-onda. E um tsunami de boas lembranças. São elas que ficarão na memoria afetiva de seus filhos e vão transformá-los em seres humanos melhores para si próprios e para a sociedade e o planeta onde vivem.
Crianças: já pra fora!!"


Para ler mais, acesse: https://www.facebook.com/pediatriaintegral 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Rádio Radinho

Mãe que acorda ouvindo Rádio Radinho é uma mãe feliz! Super recomendo: http://radioradinho.com.br/

A Radio Radinho encanta por ter uma seleção musical feita para crianças e para pais que querem dar uma formação musical e multicultural para os filhos. Faz a gente aqui em casa cantar e dançar!
A rádio é feita por três velhos amigos que juntaram-se em torno desse projeto: Roberto Coelho, músico e produtor, André Prado, publicitário e Edgard Piccoli, apresentador e produtor. A idéia surgiu a partir de uma constatação do André de que não havia nenhuma rádio direcionada a esse segmento, o de crianças e pais novos. O Roberto começou então a compilar o material musical com base nas seleções que fazia para sua filhinha e a partir daí o Edgard passou a selecionar os playlists e a programar a grade da Rádio Radinho. A pesquisa do material e o amadurecimento da idéia se deu no prazo de dois anos aproximadamente. 
A Rádio Radinho estreou na web início de 2013. 
A programação é composta por músicas que acrescentem algo à formação musical, cultural e intelectual da criança, suscitando conversas entre pais e filhos, possibilitando o enriquecimento e ampliando os horizontes dos ouvintes. Cada programa da grade gira em torno de um tema. Há ainda boletins voltados à informações sobre saúde, alimentação, educação, desenvolvimento infantil, além de depoimentos lúdicos de profissionais sobre suas memórias afetivas da infância.


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Feliz Dia dos Pais, papai Arthur

Pai,

Eu não lembro, mas me contaram que você convenceu a minha mãe a voltar do Perú para eu nascer brasileira e pertinho de você. Sei que lavava as minhas fraldas, que disputava com a minha mãe empurrar o meu carrinho de bebê. Não sei se é uma memória inventada: aprendendo a andar, eu ia da minha mãe pra você e voltava pra ela, no calçadão do Leme. Uma das minhas primeiras lembranças é acampando com você e minha mãe. Lembro que você andava rápido e eu me sentia privilegiada de andar ao seu lado, quase correndo. Eu dizia que seria muito, muito alta: do tamanho do meu pai! Lembro quando você chegou com o TL vermelho de 4 portas, me disse que era um presente para a minha mãe, me deixou sentar no seu colo e dirigir e me levou com você para pagá-lo. Lembro que gostava que eu te presenteasse com meus desenhos. Uma vez, eu tinha te dado um desenho e depois resolvi dá-lo a um amigo seu e você me explicou que não se pode dar a alguém o que já se deu a outra pessoa. Eu adorava ir a sua oficina de móveis. Eu achava muito engraçado que você ronronava quando eu fazia massagem. Lembro que ficou feliz uma vez, quando reconheci que quem cantava no rádio era a Elis Regina. Lembro que você fazia gemada e, ao ouvir o barulho da colher batendo no pirex, eu e os meus irmãos corríamos todos para comer. Quando andávamos juntos na calçada você me mantinha do lado de dentro, longe dos carros. Íamos às cachoeiras, mergulhávamos em rios. Eu e meus irmãos adorávamos quando você nos levava para o fundo do mar, às vezes todos no mesmo colo, apesar do seu medo de água fria. Teve uma época em que eu queria ser sapateira, como meu pai. Depois, passeia a não gostar dos seus cabelos e barba compridos, nem das roupas de algodão branco bordado com ponto cruz que usávamos, nem dos sapatos de crochet . Diziam que eram de hippie e eu não gostava de ser hippie. Tinham 3 "Arthures" na cidade e você era o "Arthur hippie", mas me explicava que não era hippie e o que eram os hippies. De vez em quando, você fazia mexidos deliciosos, fazia hamburguer de carne moída! Uma das minhas lembranças mais feliz é de um dia em Rio das Ostras que nós, o Louro e o Miguel passeávamos de carro, ouvindo Gilberto Gil, cantávamos e batíamos palma e você soltava o volante e batia palmas também. Em casa, você apagava a luz no interruptor e soprava a lâmpada e nós fingíamos que acreditávamos que você tinha apagado com a boca. A mamãe não gostava que você fizesse este tipo de coisas. Você me ensinou como comer mais goiabada, tendo apenas um pedaço: "dividindo em 2", claro! Eu sentia vergonha quando você beijava a minha mãe. Não sabendo o que fazer, me metia entre vocês para atrapalhar. Lembro quando comprou o som para a nossa casa e trouxe uma fita do Pluct Plact Zum que eu ouvia sem parar. Nós esperávamos ansiosos pela sua volta quando viajava. Reconhecíamos o ruído do seu carro e corríamos para recebê-lo com o rosto colado na porta de vidro de uma das casas que moramos. Fazíamos bagunça juntos, pulávamos nas almofadas. Você ensinou a mim, ao Lourenço e ao Miguel a nadar no mesmo dia, na piscina da casa do vovô. Me ensinou a andar de bicicleta e a soltar pipa. Quando a mamãe viajava você nos deixava fazer tudo errado: comer doce, dormir tarde... e eu me sentia sem chão. Você não gostava quando eu organizava a sua oficina, dizia que depois não encontrava nada. Você fugia dos meus irmãos pela janela para jogar futebol. Às vezes, você os levava e uma ou outra vez me levou também. Íamos pelo meio do mato, beirando o rio, passávamos pelo matadouro: um mundo novo que eu ia descobrindo. Você fazia gol e dizia que era pra mim. Me levou para pescar. Adorava ouvir você falar dos livros, dos escritores, sobre história, política. A melhor coisa do mundo era quando você recitava poesias, algumas imensas! Quando você estava, os lanches eram muito mais divertidos. Gostava quando tínhamos conversas sérias e você falava como se eu não fosse pequena demais para entender. Lembro que você não sabia de cor as nossas idades, nem em qual série cada um estava. Isso me indignava. Teve um aniversário seu, você estava viajando, mas iria chegar, era óbvio. Eu e a minha mãe preparamos a festa, eu fiz pasteis, que ficaram folheados para o meu orgulho, mas você só chegou no dia seguinte. Mesmo assim, festejamos com fogueira e com os seus amigos. Sei que você viajava muito, mas não sembro de sentir saudade doida, nem de você ser ausente, apesar de não lembrar de você nos dando banho, comida, colocando para estudar. Essas eram tarefas que a mamãe fazia com tanta maestria que parecia que só ela podia fazer. Inclusive, dentre tantas coisas boas que você fez por mim como pai, escolher uma mulher tão mãe para ser nossa foi um grande mérito! Tenho muitas outras boas lembranças, mas estas aqui escritas são o meu presente de Dia dos Pais pra você.
Luca, com meses, curtindo o colinho do vovô Arthur.

Feliz Dia dos Pais, papai Tiago!

Feliz Dia dos Pais a você que lutou comigo por 4 anos para sermos pais, que segurou a minha mão toda a vez que tomei injeção hormonal na barriga, que teve forças para tentar comigo vários tratamentos de fertilidade, que apertou a minha mão com força todas as vezes que fomos ver o resultado de um teste de gravidez! A você que foi a todas as ultra-sonografias e consultas pré-natais e pediátricas, que se emocionou ouvindo os coraçõezinhos, planejou o quarto das crianças, perdeu 3 filhos e me deu força para continuarmos acreditando que poderíamos ser pais! Pra você que é um pai canguru e madruga para ficar com as crianças e me deixar descansar, que é pós-graduado em trocar fralda de cocô, curar assadura, dar banho, fazer papinha, que lê tudo sobre desenvolvimento fetal, infantil e educação! Pra você que merece meu agradecimento eterno por ter lutado pelo parto normal dos seus filhos, ter estado de mãos dadas comigo quando eles nasceram, por ter se preocupado que eu comesse ácido fólico, ferro, cálcio e etc. durante as gravidezes e continuado tentando mesmo quando eu olhava para a comida e vomitava! Por ter se preocupado em me trazer água toda a vez que eu amamentei, por me incentivar a amamentar nossos filhos, por acreditar na importância da minha dedicação a eles, na nossa dedicação! Por jogar bola, levar na praia, mergulhar na piscina, levar para andar de bicicleta, ir às reuniões de pais, planejar viagens, cortar unhas! Pra você que, cansado do trabalho do dia, ainda planeja o que as crianças vão comer no dia seguinte, conversa comigo sobre os erros e acertos na educação e planeja nossos próximos passos para acertarmos os ponteiros! Feliz Dia dos Pais pra você que inventa brincadeiras para não deixar o Luca da frente do computador, que sabe todas as músicas infantis de cor, que pula, corre e dança com nossos pequenos, lê histórias, leva para vacinarem, se preocupa em ser bom exemplo (mesmo que às vezes não consiga)! Feliz Dia dos Pais pra você que é a cada segundo o melhor pai que nossos filhos podem ter! 


Viva a Nina!

A Nina está completando 4 meses e a cada dia está mais esperta e sorridente. Já se vira e desvira sozinha, segura tudo o que vê e leva a boca. Quando fica feliz solta uns gritinhos fofos e animados, fica "puxando conversa" e se a gente dá trela bate altos papos. Dorme bem à noite, curte tomar banho e fica fascinada pelo irmão. Adora acariciar a barba do papai e chupar 2 dos seus dedinhos ao mesmo tempo. Não é de ficar agarrada ao peito. Quando está com soninho dorme sozinha, apesar de às vezes gostar de ser embalada. Ao receber um carinho na têmpora, para o que estiver fazendo, fecha os olhinhos e curte. Parece ter alergia respiratória, está com o nariz escorrendo e com tosse. Só chora para limpar o nariz. Está aprendendo a deixar o papai cortar as unhas sem fazer escândalo. Quando acorda, chama os pais e, ao ouvir nossa voz, já começa a sorrir. Adora uma farra! Gargalha com qualquer brincadeira. Continua com os olhos claros. Tem lindos cílios longos e seus cabelos estão tão compridos que chegam a fazer cachos atrás da orelha. Dizem que parece comigo, com o papai, com o Luca e com a vovó Beth. Recém-nascida era a cara da vovó Leninha quando neném. Ao ser colocada no berço, agita as perninhas e olha fixamente para o móbile até que alguém dê corda e o coloque em movimento tocando música. Então, sorri e até gargalha. Sempre dorme quando passeia de canguru com o papai. Gosta de passear de carro, comportando-se muito bem na cadeirinha. Faz todos ao seu redor feliz!



quarta-feira, 23 de julho de 2014

O Parto da Nina

Ola! Estou de volta ao blog. Durante o tempo em que estive ausente fiz um diário e aos poucos vou atualizando aqui.
Vou começar com um relato sobre o parto. Não é fácil, pois as lembranças parecem de um sonho, mas quero deixar aqui registrado antes que fiquem ainda mais distantes.


Diário 12/04/2014
Eu já não conseguia evitar a ansiedade. Passei a gravidez temendo um parto prematuro, por conta do diagnostico de placenta prévia e já tinha completado 38 semanas e a Nina não nascia. Não que houvesse risco, meu obstetra me deixava tranquila quanto a isso, mas a mala da maternidade já estava pronta há 3 meses, o quarto impecável, tudo planejado há tempos, então a sensação era de que ela estava atrasada.
Na véspera, senti uma mudança na movimentação da Nina. Ela passou a mexer pouco. Conversarei com minha cunhada Isa, que é doula, e ela me disse que a pequena poderia estar guardando energia para o parto, que deveria estar próximo. À noite, sai para o encontro mensal das minhas amigas arquitetas. Na despedida, elas colocaram, todas juntas, a mão na minha barriga e disseram: "vem, Nina!" 
Deu certo! Levantei as 4 da manhã para ir ao banheiro e me assustei: estava toda suja de sangue. Acordei o Tiago. No banheiro, mais sangue desceu em um jato. Ligamos para o obstetra e ele nos mandou imediatamente para a maternidade. Ligamos, então, para os meus sogros, que estavam esperando este momento há alguns dias, talvez até há alguns meses, e eles vieram ficar com o Luca. Sai de casa achando que estava indo fazer uma cesárea. O Dr. Marcos Dias havia me dito que o tipo de parto seria definido pelo tamanho do sangramento, uma vez que os exames tinham indicado que eu tinha placenta prévia. No carro, a bolsa rompeu. O médico já estava nos esperando na maternidade. Comecei a sentir uma leve cólica. Ao chegar no centro cirúrgico eu já estava sentindo fortes contrações e já tinha 6 de dilatação. Porém, o sangramento estava controlado e tentaríamos parto normal! As contrações estavam doídas! Perguntei ao médico se ele achava que seria melhor sem anestesia ao que ele respondeu que, no meu caso, acreditava que a anestesia iria ajudar, porque as contrações eram muito fortes, porém não dilatavam proporcionalmente. Ufa! Fui anestesiada. Diferente dos outros partos, eu sentia as contrações. Quando elas vinham eu fazia força. O Dr. Marcos ia me dizendo: "7. Força! 8. Força! 9. Força! 10. Coroou! Força que ela está nascendo!"  Nessa hora senti dor como se não estivesse anestesiada. Toda a equipe me encorajava. Parecia que eu não tinha mais de onde tirar força, mas de repente senti ela sair.  Logo a Nina veio para o meu colo, pequena e cor de rosa, ainda com o cordão umbilical pulsando. Ali mesmo o pediatra fez os exames que precisava, enquanto o obstetra tirava a placenta e cuidava de mim. Eu só dizia: "minha menininha! Minha Nina menina!"
Ela nasceu cor de rosa, 3 horas depois do sangramento inicial! Na véspera eu tinha pedido ao Luca que conversasse com a irmãzinha porque já estava na hora dela nascer e nós queríamos ver se ela era grande ou pequeninimha, qual era a cor do seu cabelo e dos seus olhos. Ele disse: "mamãe, ela é bem pequenininha e cor de rosa". A descrição do meu filho estava perfeita!
Só depois de um bom tempo no meu colo é que a pequena foi, acompanhada do pai, pesar e medir. Não tomou banho, colocou sua primeira roupa e veio mamar no meu peito.