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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Feliz Dia dos Pais, papai Arthur

Pai,

Eu não lembro, mas me contaram que você convenceu a minha mãe a voltar do Perú para eu nascer brasileira e pertinho de você. Sei que lavava as minhas fraldas, que disputava com a minha mãe empurrar o meu carrinho de bebê. Não sei se é uma memória inventada: aprendendo a andar, eu ia da minha mãe pra você e voltava pra ela, no calçadão do Leme. Uma das minhas primeiras lembranças é acampando com você e minha mãe. Lembro que você andava rápido e eu me sentia privilegiada de andar ao seu lado, quase correndo. Eu dizia que seria muito, muito alta: do tamanho do meu pai! Lembro quando você chegou com o TL vermelho de 4 portas, me disse que era um presente para a minha mãe, me deixou sentar no seu colo e dirigir e me levou com você para pagá-lo. Lembro que gostava que eu te presenteasse com meus desenhos. Uma vez, eu tinha te dado um desenho e depois resolvi dá-lo a um amigo seu e você me explicou que não se pode dar a alguém o que já se deu a outra pessoa. Eu adorava ir a sua oficina de móveis. Eu achava muito engraçado que você ronronava quando eu fazia massagem. Lembro que ficou feliz uma vez, quando reconheci que quem cantava no rádio era a Elis Regina. Lembro que você fazia gemada e, ao ouvir o barulho da colher batendo no pirex, eu e os meus irmãos corríamos todos para comer. Quando andávamos juntos na calçada você me mantinha do lado de dentro, longe dos carros. Íamos às cachoeiras, mergulhávamos em rios. Eu e meus irmãos adorávamos quando você nos levava para o fundo do mar, às vezes todos no mesmo colo, apesar do seu medo de água fria. Teve uma época em que eu queria ser sapateira, como meu pai. Depois, passeia a não gostar dos seus cabelos e barba compridos, nem das roupas de algodão branco bordado com ponto cruz que usávamos, nem dos sapatos de crochet . Diziam que eram de hippie e eu não gostava de ser hippie. Tinham 3 "Arthures" na cidade e você era o "Arthur hippie", mas me explicava que não era hippie e o que eram os hippies. De vez em quando, você fazia mexidos deliciosos, fazia hamburguer de carne moída! Uma das minhas lembranças mais feliz é de um dia em Rio das Ostras que nós, o Louro e o Miguel passeávamos de carro, ouvindo Gilberto Gil, cantávamos e batíamos palma e você soltava o volante e batia palmas também. Em casa, você apagava a luz no interruptor e soprava a lâmpada e nós fingíamos que acreditávamos que você tinha apagado com a boca. A mamãe não gostava que você fizesse este tipo de coisas. Você me ensinou como comer mais goiabada, tendo apenas um pedaço: "dividindo em 2", claro! Eu sentia vergonha quando você beijava a minha mãe. Não sabendo o que fazer, me metia entre vocês para atrapalhar. Lembro quando comprou o som para a nossa casa e trouxe uma fita do Pluct Plact Zum que eu ouvia sem parar. Nós esperávamos ansiosos pela sua volta quando viajava. Reconhecíamos o ruído do seu carro e corríamos para recebê-lo com o rosto colado na porta de vidro de uma das casas que moramos. Fazíamos bagunça juntos, pulávamos nas almofadas. Você ensinou a mim, ao Lourenço e ao Miguel a nadar no mesmo dia, na piscina da casa do vovô. Me ensinou a andar de bicicleta e a soltar pipa. Quando a mamãe viajava você nos deixava fazer tudo errado: comer doce, dormir tarde... e eu me sentia sem chão. Você não gostava quando eu organizava a sua oficina, dizia que depois não encontrava nada. Você fugia dos meus irmãos pela janela para jogar futebol. Às vezes, você os levava e uma ou outra vez me levou também. Íamos pelo meio do mato, beirando o rio, passávamos pelo matadouro: um mundo novo que eu ia descobrindo. Você fazia gol e dizia que era pra mim. Me levou para pescar. Adorava ouvir você falar dos livros, dos escritores, sobre história, política. A melhor coisa do mundo era quando você recitava poesias, algumas imensas! Quando você estava, os lanches eram muito mais divertidos. Gostava quando tínhamos conversas sérias e você falava como se eu não fosse pequena demais para entender. Lembro que você não sabia de cor as nossas idades, nem em qual série cada um estava. Isso me indignava. Teve um aniversário seu, você estava viajando, mas iria chegar, era óbvio. Eu e a minha mãe preparamos a festa, eu fiz pasteis, que ficaram folheados para o meu orgulho, mas você só chegou no dia seguinte. Mesmo assim, festejamos com fogueira e com os seus amigos. Sei que você viajava muito, mas não sembro de sentir saudade doida, nem de você ser ausente, apesar de não lembrar de você nos dando banho, comida, colocando para estudar. Essas eram tarefas que a mamãe fazia com tanta maestria que parecia que só ela podia fazer. Inclusive, dentre tantas coisas boas que você fez por mim como pai, escolher uma mulher tão mãe para ser nossa foi um grande mérito! Tenho muitas outras boas lembranças, mas estas aqui escritas são o meu presente de Dia dos Pais pra você.
Luca, com meses, curtindo o colinho do vovô Arthur.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Minha experiência: episiotomia, um ótimo anticoncepcional

O meu segundo parto, quando nasceu o meu filho Luca, não foi uma experiência ruim. Na véspera, à noite, saiu o tampão mucoso com um pouco de sangue. Às 3 da manhã, tive uma diarreia. Só tive certeza que as dores que sentia eram contrações e não dores intestinais as 4 da manhã. Acordei o meu marido, ele começou a medir as contrações que estavam vindo de 3 em 3 minutos. Achou que estava medindo errado e acordou a nossa doula, minha cunhada Isa que dormia no quarto ao lado. Ela mediu e era isso mesmo. Resolveu fazer o toque: 6 de dilatação. Avisamos ao médico e fomos para o hospital que ficava a 5 minutos da minha casa. Cheguei lá com 8 de dilatação, fomos para a sala de parto. Cheguei lá com 10 de dilatação. O obstetra disse que o meu filho não estava encaixado. Minha doula perguntou se eu me lembrava dos exercícios que tinha aprendido na aula de parto para ajudar o neném a encaixar. Naquela situação eu não lembrava de mais nada, mas me ocorreu que ficar deitada não era uma boa. Estava deitada desde que chegara ao hospital. Pedi para ficar de pé e assim que o fiz a bolsa estourou. Senti, então, uma dor alucinante e pedi para ser anestesiada. Sabia que com anestesia viria um pacote. Foi o que aconteceu: me deitaram, anestesiaram até eu quase ficar desacordada. Eu não sentia mais as contrações, então empurraram a minha barriga, apesar do meu marido pedir para não o fazerem, e fizeram a episiotomia. O meu filho nasceu 15 minutos depois da chegada à sala de parto. Neste momento eu não estava me importando por terem feito tudo o que eu havia pedido que não fizessem. Eu só queria que o meu filho nascesse e que ficássemos todos bem. Foi o que aconteceu.

Porém, o pós-parto foi muito complicado. Eu havia aprendido que, no caso de se fazer hepisio (como o procedimento é carinhosamente chamado), uma almofada dessas que é vendida para quem opera hemorroidas era uma boa. Porém, nunca imaginei que fosse tão essencial e não tinha comprado a minha. Depois de uns dias sentindo muita dor o meu marido saiu para comprar uma. Não encontrou e voltou de mãos abanando. Eu não conseguia me sentar sem sentir MUITA dor, a não ser na cadeira para amamentar, uma berger. E olha que eu sou forte para dor. Depois de uns dias, um dos pontos inflamou. A dor triplicou. Era apenas um pontinho inflamado. Mas já pensou o que é ter um machucado e sentar sobre ele? Pior, colocar um absorvente nele, depois a calcinha, que fica mexendo a cada movimento e manter o curativo fechado? Fechado e encharcado de sangue (eu sangrei por 40 dias). Posso dizer que é ruim. Mas para algumas pessoas dura alguns dias, cicatriza e fica tudo bem. Só que depende do que foi cortado. Pensa que o médico sabe o que está cortando? Não, ele não tem controle. Pode ser apenas a pele do períneo, ou pode ser muito mais. No meu caso foi muito mais. Por isso a ONS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que a episiotomia não seja feita rotineiramente. 
Os pontos secaram e sumiram mas a minha dor intensa durou mais de 40 dias. E depois, mais 9 meses doendo sem conseguir ter relações sexuais. Um ótimo anticoncepcional, essa tal de episio!
Por isso, para o parto da Nina procurei um médico que trabalha na conscientização necessária para a mudança de paradigma em relação à episiotomia. Episio, só se for necessário. É como a cesária, não se faz a toa.
Por isso também busquei artigos na OMS sobre o tema. Já tinha lido diversos livros e artigos e todos sitavam a OMS. Fui direto à fonte. Segue um dos artigos que encontrei. Livre tradução com ajuda de tradutores on line.


A EPISIOTOMIA PARA PARTO VAGINAL

Limitar o uso da episiotomia para indicações rigorosas tem uma série de benefícios: menos trauma perineal posterior , menos sutura e menos complicações. Embora a episiotomia possa aumentar o risco de trauma perineal anterior não causa uma redução na maioria das medidas de dor e trauma vaginal ou perineal grave.


1 . RESUMO DAS PROVAS

O uso restritivo da episiotomia em partos vaginais sem complicações , ao contrário de episiotomia de rotina está associada a um menor risco de trauma perineal posterior requerendo sutura. Não há nenhuma diferença no risco de trauma grave vaginal ou perineal , dor , dispareunia ou incontinência urinária . No entanto , há um aumento do risco de trauma perineal anterior . Esta correcção não resolve a questão sobre o tipo de episiotomia deve ser escolhido , médio ou médio-lateral .

Todos os ensaios controlados de forma adequada , que pode ser identificados foram incluídos.


2. RELEVÂNCIA PARA BAIXA RENDA

2.1 . Magnitude do problema

Infelizmente , a episiotomia de rotina ou uso liberal da episiotomia , é muito comum na falta de recursos e, em alguns países desenvolvidos. É provável que estes contribuem para a persistência no uso desta prática também dotada, apesar da evidência esmagadora contra a sua utilização de rotina .

Tendo em conta que em muitos países, o HIV / SIDA continua a crescer rapidamente e, na maioria dos países afetados , mais de um terço das mulheres são crianças infectadas pelo HIV , considere tanto protecção dos trabalhadores de saúde e os riscos de transmissão vertical associado ao uso da episiotomia . Durante episiotomia sutura há um alto risco de picar o dedo , especialmente se você usar uma pequena agulha. Os dados atuais indicam que , possivelmente, tenha subestimado o papel da transmissão vertical do HIV no nascimento. Portanto , qualquer intervenção pode aumentar o risco de transmissão vertical .

Devido a isso , em países em desenvolvimento , bem como os desenvolvidos , são mais do que suficientes para neutralizar o uso excessivo de episiotomia .

2.2 . Viabilidade da intervenção

Alguns países, tanto desenvolvidos como em desenvolvimento , conseguiu reduzir a freqüência de episiotomia .

O aumento moderado do trauma anterior demonstrado pela revisão não deve ser visto como um factor de dissuasão . Em geral , o trauma perineal anterior é ligeira e , como mostrado indirectamente na análise Cochrane , o aumento do trauma anterior , não foi associada com o aumento do trauma ou mais severa necessitando de sutura.

2.3 . Aplicabilidade dos resultados da Cochrane Review

Os resultados da revisão aplicam-se igualmente aos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento . No entanto, o uso rotineiro de episiotomia em mulheres que tiveram algum tipo de mutilação genital é uma área que deve ser investigada. Na maioria das formas mais avançadas , a MGF restringe significativamente o orifício vaginal ; praticando parteiras e pessoal médico , em tais casos, incluindo a episiotomia de rotina. Não existe informação suficiente sobre a implementação ideal de episiotomia em mulheres com mutilação genital , seja na indicação e técnica.

2.4 . Implementação da intervenção

Alguns países têm limitado o uso da episiotomia para indicações rigorosas através da adesão aos protocolos padrão, formação e reciclagem e monitoramento de processos e melhoria da qualidade. Levando em conta a força da evidência eo uso freqüente do procedimento, reduzindo as taxas de episiotomia pode ser considerado um teste decisivo para a implementação de serviços de saúde reprodutiva baseada em evidências.

2.5 . Pesquisa

Mais pesquisas são necessárias sobre os méritos relativos de episiotomia mediana contra episiotomia médio-lateral . Neste caso, os resultados de estudos clínicos controlados em países desenvolvidos também pode ser aplicado em ambientes pobres em recursos .

Estudos sobre as consequências de obstetrícia da mutilação genital feminina deve analisar o valor da episiotomia neste grupo de mulheres.

Fontes de Financiamento: Organização Mundial da Saúde, Genebra, Suíça.

Este documento deve ser citado como : Liljestrand J. episiotomia para o parto vaginal : comentário RHL (última revisão em : October 20 , 2003). A Biblioteca de Saúde Reprodutiva da OMS, em Genebra: Organização Mundial da Saúde. Episiotomía en el parto vaginal.


Versão original:

La limitación del uso de la episiotomía a indicaciones estrictas tiene una serie de beneficios: menos traumatismo perineal posterior, menos necesidad de sutura y menos complicaciones. Si bien la episiotomía puede aumentar el riesgo de traumatismo perineal anterior, no provoca una reducción en la mayoría de las medidas de dolor y de traumatismo perineal o vaginal severos.

1. RESUMEN DE LA EVIDENCIA

El uso restrictivo de la episiotomía en partos vaginales sin complicaciones, en oposición a la episiotomía de rutina, se asocia a un menor riesgo de traumatismo perineal posterior y necesidad de sutura. No existe diferencia en cuanto al riesgo de traumatismo vaginal o perineal severos, dolor, dispareunia o incontinencia urinaria. Sin embargo, hay un riesgo aumentado en el traumatismo perineal anterior. Esta revisión no resuelve la pregunta acerca del tipo de episiotomía que se debería elegir, la mediana o la mediolateral.

Se incluyeron todos los estudios clínicos adecuadamente controlados que pudieron identificarse.

2. RELEVANCIA EN LUGARES DE ESCASOS RECURSOS

2.1. Magnitud del problema

Lamentablemente, la episiotomía de rutina o el uso liberal de la episiotomía, es muy frecuente en lugares de escasos recursos y en algunos países desarrollados. Es probable que estos últimos contribuyan a la persistencia en cuanto al uso de esta práctica también en lugares de escasos recursos, a pesar de la abrumadora evidencia contra su uso rutinario.
Si se tiene en cuenta que, en muchos países, la epidemia de VIH/SIDA todavía continúa creciendo rápidamente y que, en la mayoría de los países afectados, más de un tercio de las mujeres tienen neonatos infectados por VIH, se debe considerar tanto la protección de los trabajadores de la salud como el riesgo de transmisión vertical asociado con el uso de la episiotomía. Durante la sutura de las episiotomías existe un alto riesgo de pincharse un dedo, en especial si se utiliza una aguja pequeña. Los datos actuales indican que posiblemente se ha subestimado el papel de la transmisión vertical de la infección por VIH en el parto. Por lo tanto, cualquier intervención puede incrementar el riesgo de transmisión vertical.
Debido a esto, en los países en vías de desarrollo, así como en aquellos desarrollados, existen motivos más que suficientes para contrarrestar el uso excesivo de la episiotomía.

2.2. Factibilidad de la intervención

Algunos países, tanto desarrollados como en vías de desarrollo, redujeron satisfactoriamente la frecuencia de las episiotomías.
El aumento moderado del traumatismo anterior demostrado por la revisión no debería considerarse como un factor de impedimento. En general, el traumatismo perineal anterior es leve y, como se demuestra indirectamente en la Revisión Cochrane, el aumento en el traumatismo anterior no se asoció al incremento en el traumatismo severo o a una mayor necesidad de sutura.

2.3. Aplicabilidad de los resultados de la Revisión Cochrane

Los resultados de la revisión se aplican de igual modo a países desarrollados y a aquellos en vías de desarrollo. No obstante, el uso rutinario de la episiotomía en las mujeres que padecieron algún tipo de mutilación genital es un área que se debe investigar. En la mayoría de las formas más avanzadas, la mutilación genital femenina restringe el orificio vaginal significativamente; la práctica de las parteras y el personal médico, en esos casos, incluye la episiotomía de rutina. No se cuenta con información suficiente acerca de la aplicación óptima de la episiotomía en mujeres con mutilación genital, tanto sobre la indicación como la técnica.

2.4. Implementación de la intervención

En algunos países se ha limitado el uso de la episiotomía a indicaciones estrictas a través del cumplimiento de protocolos estándar, capacitación y repetición de la capacitación y procesos de supervisión y mejora de la calidad. Si se tiene en cuenta la solidez de la evidencia y el uso frecuente del procedimiento, la reducción de las tasas de episiotomía pueden considerarse como una prueba de fuego para la aplicación de la atención de la salud reproductiva basada en la evidencia.

2.5. Investigación

Es necesario realizar más investigaciones acerca de los méritos relativos a la episiotomía mediana versus la episiotomía mediolateral. En este caso, los resultados de los estudios clínicos controlados efectuados en países desarrollados también podrían aplicarse en lugares de escasos recursos.
Los estudios sobre las consecuencias obstétricas de la mutilación genital femenina deberían analizar el valor de la episiotomía en este grupo de mujeres.
Fuentes de financiación: Organización Mundial de la Salud, Ginebra, Suiza.

Este documento debería citarse como: Liljestrand J. Episiotomía en el parto vaginal: Comentario de la BSR (última revisión: 20 de octubre de 2003). La Biblioteca de Salud Reproductiva de la OMS; Ginebra: Organización Mundial de la Salud.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Primeiro pesadelo

Esta noite o Luca teve um pesadelo. Claro que não foi o seu primeiro, mas foi a primeira vez que ele me contou um sonho. Acordou choramingando e dizendo que estava com medo. Fui até lá e ele me contou que uma joaninha tinha subido na barriga dele. Ah, que pesadelo bonitinho! Ele aproveitou para tomar um leitinho e dormiu em seguida, embalado pela mamãe, sentindo-se seguro e protegido contra as ameaçadoras joaninhas. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ao Luca, com Amor

Lendo o livro "A linguagem secreta do cinema", de Jean-Claude Carrière, me impressionei com uma história que se passa entre o autor e Oliver Sacks, neurologista que escreveu "O homem que confundiu sua mulher com um chapéu". O primeiro perguntou ao segundo o que seria, para ele, um homem normal. Sacks hesitou e depois respondeu "um homem normal é - talvez - aquele que for capaz de contar sua própria história. Sabe de onde vem (tem um passado, uma história que funciona), sabe quem é (sua identidade) e pensa que sabe para onde vai (tem planos e, no fim dos planos está a morte). Situa-se, portanto, no curso de uma narrativa: ele é uma história."
Ao ler isso entendi um pouco mais o porquê deste blog: dar ao Luca uma história. Posto que o pequeno é, sem dúvidas, o meu melhor projeto - um projeto compartilhado - não poderia ficar sem escrever sobre ele e esta aventura que é ser mãe.


quinta-feira, 2 de junho de 2011

A história do meu BB, por ele mesmo

Aqui você vai acompanhar a minha história.
Tudo começou com muito amor entre o papai e a mamãe... Estes são eles em viagem ao Peru.
A data prevista para o meu nascimento é 23 de novembro de 2011 e deverei ser do signo de Sagitário.