Feliz Dia dos Pais a você que lutou comigo por 4 anos para sermos pais, que segurou a minha mão toda a vez que tomei injeção hormonal na barriga, que teve forças para tentar comigo vários tratamentos de fertilidade, que apertou a minha mão com força todas as vezes que fomos ver o resultado de um teste de
gravidez! A você que foi a todas as ultra-sonografias e consultas pré-natais e
pediátricas, que se emocionou ouvindo os coraçõezinhos, planejou o quarto das
crianças, perdeu 3 filhos e me deu força para continuarmos acreditando que
poderíamos ser pais! Pra você que é um pai canguru e madruga para ficar com as
crianças e me deixar descansar, que é pós-graduado em trocar fralda de cocô,
curar assadura, dar banho, fazer papinha, que lê tudo sobre desenvolvimento
fetal, infantil e educação! Pra você que merece meu agradecimento eterno por
ter lutado pelo parto normal dos seus filhos, ter estado de mãos dadas comigo
quando eles nasceram, por ter se preocupado que eu comesse ácido fólico, ferro,
cálcio e etc. durante as gravidezes e continuado tentando mesmo quando eu
olhava para a comida e vomitava! Por ter se preocupado em me trazer água toda a
vez que eu amamentei, por me incentivar a amamentar nossos filhos, por
acreditar na importância da minha dedicação a eles, na nossa dedicação! Por
jogar bola, levar na praia, mergulhar na piscina, levar para andar de
bicicleta, ir às reuniões de pais, planejar viagens, cortar unhas! Pra você
que, cansado do trabalho do dia, ainda planeja o que as crianças vão comer no
dia seguinte, conversa comigo sobre os erros e acertos na educação e planeja
nossos próximos passos para acertarmos os ponteiros! Feliz Dia dos Pais pra
você que inventa brincadeiras para não deixar o Luca da frente do computador,
que sabe todas as músicas infantis de cor, que pula, corre e dança com nossos
pequenos, lê histórias, leva para vacinarem, se preocupa em ser bom exemplo
(mesmo que às vezes não consiga)! Feliz Dia dos Pais pra você que é a cada
segundo o melhor pai que nossos filhos podem ter!
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terça-feira, 12 de agosto de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
O Parto da Nina
Ola! Estou de volta ao blog. Durante o tempo em que estive ausente fiz um diário e aos poucos vou atualizando aqui.
Vou começar com um relato sobre o parto. Não é fácil, pois as lembranças parecem de um sonho, mas quero deixar aqui registrado antes que fiquem ainda mais distantes.
Vou começar com um relato sobre o parto. Não é fácil, pois as lembranças parecem de um sonho, mas quero deixar aqui registrado antes que fiquem ainda mais distantes.
Diário
12/04/2014
Eu já
não conseguia evitar a ansiedade. Passei a gravidez temendo um parto prematuro,
por conta do diagnostico de placenta prévia e já tinha completado 38 semanas e
a Nina não nascia. Não que houvesse risco, meu obstetra me deixava tranquila
quanto a isso, mas a mala da maternidade já estava pronta há 3 meses, o quarto
impecável, tudo planejado há tempos, então a sensação era de que ela estava atrasada.
Na
véspera, senti uma mudança na movimentação da Nina. Ela passou a mexer pouco.
Conversarei com minha cunhada Isa, que é doula, e ela me disse que a pequena
poderia estar guardando energia para o parto, que deveria estar próximo. À
noite, sai para o encontro mensal das minhas amigas arquitetas. Na despedida,
elas colocaram, todas juntas, a mão na minha barriga e disseram: "vem,
Nina!"
Deu
certo! Levantei as 4 da manhã para ir ao banheiro e me assustei: estava toda
suja de sangue. Acordei o Tiago. No banheiro, mais sangue desceu em um jato.
Ligamos para o obstetra e ele nos mandou imediatamente para a maternidade.
Ligamos, então, para os meus sogros, que estavam esperando este momento
há alguns dias, talvez até há alguns meses, e eles vieram ficar com o Luca. Sai
de casa achando que estava indo fazer uma cesárea. O Dr. Marcos Dias havia me
dito que o tipo de parto seria definido pelo tamanho do sangramento, uma vez
que os exames tinham indicado que eu tinha placenta prévia. No carro, a bolsa
rompeu. O médico já estava nos esperando na maternidade. Comecei a sentir uma
leve cólica. Ao chegar no centro cirúrgico eu já estava sentindo fortes
contrações e já tinha 6 de dilatação. Porém, o sangramento estava controlado e
tentaríamos parto normal! As contrações estavam doídas! Perguntei ao médico se
ele achava que seria melhor sem anestesia ao que ele respondeu que, no meu
caso, acreditava que a anestesia iria ajudar, porque as contrações eram muito
fortes, porém não dilatavam proporcionalmente. Ufa! Fui anestesiada. Diferente
dos outros partos, eu sentia as contrações. Quando elas vinham eu fazia força.
O Dr. Marcos ia me dizendo: "7. Força! 8. Força! 9. Força! 10. Coroou!
Força que ela está nascendo!" Nessa hora senti dor como se não
estivesse anestesiada. Toda a equipe me encorajava. Parecia que eu não tinha
mais de onde tirar força, mas de repente senti ela sair. Logo a Nina veio
para o meu colo, pequena e cor de rosa, ainda com o cordão umbilical pulsando.
Ali mesmo o pediatra fez os exames que precisava, enquanto o obstetra tirava a
placenta e cuidava de mim. Eu só dizia: "minha menininha! Minha Nina
menina!"
Ela
nasceu cor de rosa, 3 horas depois do sangramento inicial! Na véspera eu tinha
pedido ao Luca que conversasse com a irmãzinha porque já estava na hora dela
nascer e nós queríamos ver se ela era grande ou pequeninimha, qual era a cor do
seu cabelo e dos seus olhos. Ele disse: "mamãe, ela é bem pequenininha e
cor de rosa". A descrição do meu filho estava perfeita!
Só depois
de um bom tempo no meu colo é que a pequena foi, acompanhada do pai, pesar e
medir. Não tomou banho, colocou sua primeira roupa e veio mamar no meu peito.
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terça-feira, 1 de abril de 2014
Minha experiência: episiotomia, um ótimo anticoncepcional
O meu segundo parto, quando nasceu o meu filho Luca, não foi uma experiência ruim. Na véspera, à noite, saiu o tampão mucoso com um pouco de sangue. Às 3 da manhã, tive uma diarreia. Só tive certeza que as dores que sentia eram contrações e não dores intestinais as 4 da manhã. Acordei o meu marido, ele começou a medir as contrações que estavam vindo de 3 em 3 minutos. Achou que estava medindo errado e acordou a nossa doula, minha cunhada Isa que dormia no quarto ao lado. Ela mediu e era isso mesmo. Resolveu fazer o toque: 6 de dilatação. Avisamos ao médico e fomos para o hospital que ficava a 5 minutos da minha casa. Cheguei lá com 8 de dilatação, fomos para a sala de parto. Cheguei lá com 10 de dilatação. O obstetra disse que o meu filho não estava encaixado. Minha doula perguntou se eu me lembrava dos exercícios que tinha aprendido na aula de parto para ajudar o neném a encaixar. Naquela situação eu não lembrava de mais nada, mas me ocorreu que ficar deitada não era uma boa. Estava deitada desde que chegara ao hospital. Pedi para ficar de pé e assim que o fiz a bolsa estourou. Senti, então, uma dor alucinante e pedi para ser anestesiada. Sabia que com anestesia viria um pacote. Foi o que aconteceu: me deitaram, anestesiaram até eu quase ficar desacordada. Eu não sentia mais as contrações, então empurraram a minha barriga, apesar do meu marido pedir para não o fazerem, e fizeram a episiotomia. O meu filho nasceu 15 minutos depois da chegada à sala de parto. Neste momento eu não estava me importando por terem feito tudo o que eu havia pedido que não fizessem. Eu só queria que o meu filho nascesse e que ficássemos todos bem. Foi o que aconteceu.
Porém, o pós-parto foi muito complicado. Eu havia aprendido que, no caso de se fazer hepisio (como o procedimento é carinhosamente chamado), uma almofada dessas que é vendida para quem opera hemorroidas era uma boa. Porém, nunca imaginei que fosse tão essencial e não tinha comprado a minha. Depois de uns dias sentindo muita dor o meu marido saiu para comprar uma. Não encontrou e voltou de mãos abanando. Eu não conseguia me sentar sem sentir MUITA dor, a não ser na cadeira para amamentar, uma berger. E olha que eu sou forte para dor. Depois de uns dias, um dos pontos inflamou. A dor triplicou. Era apenas um pontinho inflamado. Mas já pensou o que é ter um machucado e sentar sobre ele? Pior, colocar um absorvente nele, depois a calcinha, que fica mexendo a cada movimento e manter o curativo fechado? Fechado e encharcado de sangue (eu sangrei por 40 dias). Posso dizer que é ruim. Mas para algumas pessoas dura alguns dias, cicatriza e fica tudo bem. Só que depende do que foi cortado. Pensa que o médico sabe o que está cortando? Não, ele não tem controle. Pode ser apenas a pele do períneo, ou pode ser muito mais. No meu caso foi muito mais. Por isso a ONS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que a episiotomia não seja feita rotineiramente.
Os pontos secaram e sumiram mas a minha dor intensa durou mais de 40 dias. E depois, mais 9 meses doendo sem conseguir ter relações sexuais. Um ótimo anticoncepcional, essa tal de episio!
Por isso, para o parto da Nina procurei um médico que trabalha na conscientização necessária para a mudança de paradigma em relação à episiotomia. Episio, só se for necessário. É como a cesária, não se faz a toa.
Por isso também busquei artigos na OMS sobre o tema. Já tinha lido diversos livros e artigos e todos sitavam a OMS. Fui direto à fonte. Segue um dos artigos que encontrei. Livre tradução com ajuda de tradutores on line.
A EPISIOTOMIA PARA PARTO VAGINAL
Limitar o uso da episiotomia para indicações rigorosas tem uma série de benefícios: menos trauma perineal posterior , menos sutura e menos complicações. Embora a episiotomia possa aumentar o risco de trauma perineal anterior não causa uma redução na maioria das medidas de dor e trauma vaginal ou perineal grave.
1 . RESUMO DAS PROVAS
O uso restritivo da episiotomia em partos vaginais sem complicações , ao contrário de episiotomia de rotina está associada a um menor risco de trauma perineal posterior requerendo sutura. Não há nenhuma diferença no risco de trauma grave vaginal ou perineal , dor , dispareunia ou incontinência urinária . No entanto , há um aumento do risco de trauma perineal anterior . Esta correcção não resolve a questão sobre o tipo de episiotomia deve ser escolhido , médio ou médio-lateral .
Todos os ensaios controlados de forma adequada , que pode ser identificados foram incluídos.
2. RELEVÂNCIA PARA BAIXA RENDA
2.1 . Magnitude do problema
Infelizmente , a episiotomia de rotina ou uso liberal da episiotomia , é muito comum na falta de recursos e, em alguns países desenvolvidos. É provável que estes contribuem para a persistência no uso desta prática também dotada, apesar da evidência esmagadora contra a sua utilização de rotina .
Tendo em conta que em muitos países, o HIV / SIDA continua a crescer rapidamente e, na maioria dos países afetados , mais de um terço das mulheres são crianças infectadas pelo HIV , considere tanto protecção dos trabalhadores de saúde e os riscos de transmissão vertical associado ao uso da episiotomia . Durante episiotomia sutura há um alto risco de picar o dedo , especialmente se você usar uma pequena agulha. Os dados atuais indicam que , possivelmente, tenha subestimado o papel da transmissão vertical do HIV no nascimento. Portanto , qualquer intervenção pode aumentar o risco de transmissão vertical .
Devido a isso , em países em desenvolvimento , bem como os desenvolvidos , são mais do que suficientes para neutralizar o uso excessivo de episiotomia .
2.2 . Viabilidade da intervenção
Alguns países, tanto desenvolvidos como em desenvolvimento , conseguiu reduzir a freqüência de episiotomia .
O aumento moderado do trauma anterior demonstrado pela revisão não deve ser visto como um factor de dissuasão . Em geral , o trauma perineal anterior é ligeira e , como mostrado indirectamente na análise Cochrane , o aumento do trauma anterior , não foi associada com o aumento do trauma ou mais severa necessitando de sutura.
2.3 . Aplicabilidade dos resultados da Cochrane Review
Os resultados da revisão aplicam-se igualmente aos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento . No entanto, o uso rotineiro de episiotomia em mulheres que tiveram algum tipo de mutilação genital é uma área que deve ser investigada. Na maioria das formas mais avançadas , a MGF restringe significativamente o orifício vaginal ; praticando parteiras e pessoal médico , em tais casos, incluindo a episiotomia de rotina. Não existe informação suficiente sobre a implementação ideal de episiotomia em mulheres com mutilação genital , seja na indicação e técnica.
2.4 . Implementação da intervenção
Alguns países têm limitado o uso da episiotomia para indicações rigorosas através da adesão aos protocolos padrão, formação e reciclagem e monitoramento de processos e melhoria da qualidade. Levando em conta a força da evidência eo uso freqüente do procedimento, reduzindo as taxas de episiotomia pode ser considerado um teste decisivo para a implementação de serviços de saúde reprodutiva baseada em evidências.
2.5 . Pesquisa
Mais pesquisas são necessárias sobre os méritos relativos de episiotomia mediana contra episiotomia médio-lateral . Neste caso, os resultados de estudos clínicos controlados em países desenvolvidos também pode ser aplicado em ambientes pobres em recursos .
Estudos sobre as consequências de obstetrícia da mutilação genital feminina deve analisar o valor da episiotomia neste grupo de mulheres.
Fontes de Financiamento: Organização Mundial da Saúde, Genebra, Suíça.
Este documento deve ser citado como : Liljestrand J. episiotomia para o parto vaginal : comentário RHL (última revisão em : October 20 , 2003). A Biblioteca de Saúde Reprodutiva da OMS, em Genebra: Organização Mundial da Saúde. Episiotomía en el parto vaginal.
Versão original:
La limitación del uso de la episiotomía a indicaciones estrictas tiene una serie de beneficios: menos traumatismo perineal posterior, menos necesidad de sutura y menos complicaciones. Si bien la episiotomía puede aumentar el riesgo de traumatismo perineal anterior, no provoca una reducción en la mayoría de las medidas de dolor y de traumatismo perineal o vaginal severos.
1. RESUMEN DE LA EVIDENCIA
El uso restrictivo de la episiotomía en partos vaginales sin complicaciones, en oposición a la episiotomía de rutina, se asocia a un menor riesgo de traumatismo perineal posterior y necesidad de sutura. No existe diferencia en cuanto al riesgo de traumatismo vaginal o perineal severos, dolor, dispareunia o incontinencia urinaria. Sin embargo, hay un riesgo aumentado en el traumatismo perineal anterior. Esta revisión no resuelve la pregunta acerca del tipo de episiotomía que se debería elegir, la mediana o la mediolateral.
Se incluyeron todos los estudios clínicos adecuadamente controlados que pudieron identificarse.
2. RELEVANCIA EN LUGARES DE ESCASOS RECURSOS
2.1. Magnitud del problema
Lamentablemente, la episiotomía de rutina o el uso liberal de la episiotomía, es muy frecuente en lugares de escasos recursos y en algunos países desarrollados. Es probable que estos últimos contribuyan a la persistencia en cuanto al uso de esta práctica también en lugares de escasos recursos, a pesar de la abrumadora evidencia contra su uso rutinario.
Si se tiene en cuenta que, en muchos países, la epidemia de VIH/SIDA todavía continúa creciendo rápidamente y que, en la mayoría de los países afectados, más de un tercio de las mujeres tienen neonatos infectados por VIH, se debe considerar tanto la protección de los trabajadores de la salud como el riesgo de transmisión vertical asociado con el uso de la episiotomía. Durante la sutura de las episiotomías existe un alto riesgo de pincharse un dedo, en especial si se utiliza una aguja pequeña. Los datos actuales indican que posiblemente se ha subestimado el papel de la transmisión vertical de la infección por VIH en el parto. Por lo tanto, cualquier intervención puede incrementar el riesgo de transmisión vertical.
Debido a esto, en los países en vías de desarrollo, así como en aquellos desarrollados, existen motivos más que suficientes para contrarrestar el uso excesivo de la episiotomía.
2.2. Factibilidad de la intervención
Algunos países, tanto desarrollados como en vías de desarrollo, redujeron satisfactoriamente la frecuencia de las episiotomías.
El aumento moderado del traumatismo anterior demostrado por la revisión no debería considerarse como un factor de impedimento. En general, el traumatismo perineal anterior es leve y, como se demuestra indirectamente en la Revisión Cochrane, el aumento en el traumatismo anterior no se asoció al incremento en el traumatismo severo o a una mayor necesidad de sutura.
2.3. Aplicabilidad de los resultados de la Revisión Cochrane
Los resultados de la revisión se aplican de igual modo a países desarrollados y a aquellos en vías de desarrollo. No obstante, el uso rutinario de la episiotomía en las mujeres que padecieron algún tipo de mutilación genital es un área que se debe investigar. En la mayoría de las formas más avanzadas, la mutilación genital femenina restringe el orificio vaginal significativamente; la práctica de las parteras y el personal médico, en esos casos, incluye la episiotomía de rutina. No se cuenta con información suficiente acerca de la aplicación óptima de la episiotomía en mujeres con mutilación genital, tanto sobre la indicación como la técnica.
2.4. Implementación de la intervención
En algunos países se ha limitado el uso de la episiotomía a indicaciones estrictas a través del cumplimiento de protocolos estándar, capacitación y repetición de la capacitación y procesos de supervisión y mejora de la calidad. Si se tiene en cuenta la solidez de la evidencia y el uso frecuente del procedimiento, la reducción de las tasas de episiotomía pueden considerarse como una prueba de fuego para la aplicación de la atención de la salud reproductiva basada en la evidencia.
2.5. Investigación
Es necesario realizar más investigaciones acerca de los méritos relativos a la episiotomía mediana versus la episiotomía mediolateral. En este caso, los resultados de los estudios clínicos controlados efectuados en países desarrollados también podrían aplicarse en lugares de escasos recursos.
Los estudios sobre las consecuencias obstétricas de la mutilación genital femenina deberían analizar el valor de la episiotomía en este grupo de mujeres.
Fuentes de financiación: Organización Mundial de la Salud, Ginebra, Suiza.
Este documento debería citarse como: Liljestrand J. Episiotomía en el parto vaginal: Comentario de la BSR (última revisión: 20 de octubre de 2003). La Biblioteca de Salud Reproductiva de la OMS; Ginebra: Organización Mundial de la Salud.
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Recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) no Atendimento ao Parto Normal
A) Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas
C) Condutas frequentemente utilizadas de forma inapropriadas
- Plano individual determinando onde e por quem o parto será realizado, feito em conjunto com a mulher durante a gestação, e comunicado a seu marido/ companheiro e, se aplicável, a sua família.
- Avaliar os fatores de risco da gravidez durante o cuidado pré-natal, reavaliado a cada contato com o sistema de saúde e no momento do primeiro contato com o prestador de serviços durante o trabalho de parto e parto.
- Monitorar o bem-estar físico e emocional da mulher ao longo do trabalho de parto e parto, assim como ao término do processo do nascimento.
- Oferecer líquidos por via oral durante o trabalho de parto e parto.
- Respeitar a escolha da mãe sobre o local do parto, após ter recebido informações.
- Fornecimento de assistência obstétrica no nível mais periférico onde o parto for viável e seguro e onde a mulher se sentir segura e confiante.
- Respeito ao direito da mulher à privacidade no local do parto.
- Apoio empático pelos prestadores de serviço durante o trabalho de parto e parto.
- Respeitar a escolha da mulher quanto ao acompanhante durante o trabalho de parto e parto.
- Oferecer às mulheres todas as informações e explicações que desejarem.
- Não utilizar métodos invasivos nem métodos farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto e parto e sim métodos como massagem e técnicas de relaxamento.
- Fazer monitorização fetal com auscultação intermitente.
- Usar materiais descartáveis ou realizar desinfeção apropriada de materiais reutilizáveis ao longo do trabalho de parto e parto.
- Usar luvas no exame vaginal, durante o nascimento do bebê e na dequitação da placenta.
- Liberdade de posição e movimento durante o trabalho do parto.
- Estímulo a posições não supinas (deitadas) durante o trabalho de parto e parto.
- Monitorar cuidadosamente o progresso do trabalho do parto, por exemplo pelo uso do partograma da OMS.
- Utilizar ocitocina profilática na terceira fase do trabalho de parto em mulheres com um risco de hemorragia pós-parto, ou que correm perigo em consequência de uma pequena perda de sangue.
- Esterilizar adequadamente o corte do cordão.
- Prevenir hipotermia do bebê.
- Realizar precocemente contato pele a pele, entre mãe e filho, dando apoio ao início da amamentação na primeira hora do pós-parto, conforme diretrizes da OMS sobre o aleitamento materno.
- Examinar rotineiramente a placenta e as membranas.
- Uso rotineiro de enema.
- Uso rotineiro de raspagem dos pelos púbicos.
- Infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto.
- Inserção profilática rotineira de cânula intravenosa.
- Uso rotineiro da posição supina durante o trabalho de parto.
- Exame retal.
- Uso de pelvimetria radiográfica.
- Administração de ocitócicos a qualquer hora antes do parto de tal modo que o efeito delas não possa ser controlado.
- Uso rotineiro da posição de litotomia com ou sem estribos durante o trabalho de parto e parto.
- Esforços de puxo prolongados e dirigidos (manobra de Valsalva) durante o período expulsivo.
- Massagens ou distensão do períneo durante o parto.
- Uso de tabletes orais de ergometrina na dequitação para prevenir ou controlar hemorragias.
- Uso rotineiro de ergometrina parenteral na dequitação.
- Lavagem rotineira do útero depois do parto.
- Revisão rotineira (exploração manual) do útero depois do parto.
C) Condutas frequentemente utilizadas de forma inapropriadas
- Método não farmacológico de alívio da dor durante o trabalho de parto, como ervas, imersão em água e estimulação nervosa.
- Uso rotineiro de amniotomia precoce (romper a bolsa d’água) durante o início do trabalho de parto.
- Pressão no fundo uterino durante o trabalho de parto e parto.
- Manobras relacionadas à proteção ao períneo e ao manejo do polo cefálico no momento do parto.
- Manipulação ativa do feto no momento de nascimento.
- Utilização de ocitocina rotineira, tração controlada do cordão ou combinação de ambas durante a dequitação.
- Clampeamento precoce do cordão umbilical.
- Estimulação do mamilo para aumentar contrações uterinas durante a dequitação.
- Restrição de comida e líquidos durante o trabalho de parto.
- Controle da dor por agentes sistêmicos.
- Controle da dor através de analgesia peridural.
- Monitoramento eletrônico fetal .
- Utilização de máscaras e aventais estéreis durante o atendimento ao parto.
- Exames vaginais freqüentes e repetidos especialmente por mais de um prestador de serviços.
- Correção da dinâmica com a utilização de ocitocina.
- Transferência rotineira da parturiente para outra sala no início do segundo estágio do trabalho de parto.
- Cateterização da bexiga.
- Estímulo para o puxo quando se diagnostica dilatação cervical completa ou quase completa, antes que a própria mulher sinta o puxo involuntário.
- Adesão rígida a uma duração estipulada do segundo estágio do trabalho de parto, como por exemplo uma hora, se as condições maternas e do feto forem boas e se houver progresso do trabalho de parto.
- Parto operatório (cesariana).
- Uso liberal ou rotineiro de episiotomia.
- Exploração manual do útero depois do parto.
Fonte: http://www.who.int/es/
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Um quarto das brasileiras sofre violência no parto
Eu queria, depois de tanto tempo sem conseguir escrever aqui, contar algo bem leve e feliz. Mas quando entrei no meu e-mail hoje vi algo que não pude deixar de dividir com vocês. No ano passado, respondi a uma pesquisa sobre violência obstétrica. Com ela se pretendia coletar dados para lutar contra essa violência. Fiquei muito satisfeita em participar e poder contribuir para que se possa lutar a favor das mulheres. E muito triste ao ver os resultados "uma a cada quatro brasileiras sofre violência no parto". Seguem aqui alguns links sobre o resultado:
Apresentação dos resultados - texto descritivo, compilação de publicações, grupos de apoio e sites: https://www.dropbox.com/s/qu902b1t8banwhr/Divulga%C3%A7%C3%A3o%20dos%20resultados_%20Apresenta%C3%A7%C3%A3o_Diagramada_Vers%C3%A3o%20final.pdf
Apresentação dos resultados - gráficos:
Blog "Cientista que virou mãe" da Ligia Moreira Sena, uma das autoras da pesquisa:
Blog "Parto no Brasil", de Ana Carolina A. Franzon, uma das autoras da pesquisa, e Bianca Lanu:
Vídeo Violência Obstétrica - A voz das brasileiras:
Ainda dá tempo de participar:
Entrevista na rádio sobre a pesquisa:
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quinta-feira, 8 de março de 2012
Ah, a primeira vez!
Uma das coisas mais maravilhosas deste período é ver o neném se desenvolver. A cada dia temos uma novidade. Não darei conta de contar aqui todas elas, mas espero conseguir dividir com vocês as mais marcantes.
Esta semana meu pequeno Luca virou-se sozinho no berço pela primeira vez. Deixei-o de bruços, olhei para o lado e quando olhei de volta lá estava o pimpolho sorridente, feliz com a sua manobra. Fiquei tão orgulhosa!

Primeira foto do Luca.
Claro que algumas emoções são maiores do que outras. Vê-lo pela primeiríssima vez foi indescritível. Depois de 9 meses imaginando como o meu filho seria, lá estava ele. Aquela coisinha cabeluda me fez transbordar de amor. Meu bichinho! Ele parecia um urso panda.
Devo essa lembrança à minha doula e cunhada, Isadora Crochik. Eu estava muito dopada pela anestesia, meio fora do ar. Porém, a voz dela me trouxe de volta à realidade: "Viu, Gabi, a pediatra está dizendo que ele não chorou, mas todos os outros reflexos estão OK. Ele está bem". Para se ter uma idéia de como eu estava dopada, foi aí que me dei conta de que ele não havia chorado. Assim que ele nasceu eu mal o vi. Havia muita gente em cima dele. Lembro de ter me assustado por terem cortado o cordão umbilical tão rápido. Estava na expectativa de que ele viesse para o meu colo e só depois cortassem o cordão umbilical, como nos vídeos sobre parto humanizado que vira tantas vezes nas aulas da Fadynha. Mas não foi isso o que aconteceu pois o pequeno não chorou. Tenho um lapso de memória e volto a lembrar da Isa me chamando. Foi aí que olhei para o lado e vi o pequeno sendo atendido pela equipe pediátrica.
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domingo, 23 de outubro de 2011
A atualização do blog vai ficar
mais lenta de agora em diante, porque comecei a ter dores realmente fortes
quando fico sentada. Vou tentar fazer postagens menores, sempre que puder.
Tenho tanta coisa para contar...
Estou sentindo muita saudade do
Tiago, que está viajando a trabalho. Tudo deve melhorar em breve, quando ele
estiver de volta e eu e o Luca nos sentirmos debaixo das suas asas. Saudades de
ser como o casal de corujas aí de cima...
Estamos com 35 semanas. Um
momento emocionante. Com 37 semanas entro no quadro de "próximas" da
Fadynha.
Hoje fiz "aula de
parto", que é o que a Fadynha chama de "ensaio geral". Gostei de
ter feito. Estou me sentindo mais familiarizada com o assunto. Assistimos a
alguns vídeos de partos e pude entender porque o índice de cesáreas é tão grande. O parto normal é um
momento muito forte, em que nós mulheres deixamos nossa capa civilizatória e
realmente viramos bicho. É muito fácil querer pular esta parte. Querer que o
parto seja limpo, indolor, inexpressivo. Fico me perguntando: “é mesmo preciso
passar por isso?” Nós precisamos pensar a respeito,
ouvir, ler para entender porque fazer parto normal. Não é uma escolha fácil.
Porém, acredito que seja o meu caminho. Quero poder vivenciar o momento com o
Tiago e com o Luca. Nascer, vir ao mundo, é um rito de passagem muito
importante para o bebê e para os pais, que renascem junto para dar início à
nova vida. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para que assim seja. O Tiago
vai nos ajudar, tia Isa também. Foi uma pena ele não ter participado da aula.
Fui a única mãe desacompanhada e senti muito a falta dele.
Finalmente preparei a mala que
levarei para a maternidade, a do Luca. A faxineira lavou e eu passei todas as
peças. Tão lindo aquele varal cheio de roupinhas fofas! Dobrei com cuidado e
organizei a bolsa.
Fizemos ultra com doppler
colorido esta semana. O Luca está ótimo. A médica
disse que se dependesse só do que ela estava analisando, o pequeno poderia
ficar aqui dentro até 42 semanas. Não posso chamá-lo de pequeno, porque ele já
pesa 2,8 Kg! Faremos Perfil Biofísico Fetal na próxima segunda.
Agora chega, preciso descansar.
Tudo o que tenho que fazer daqui até o nascimento é chocar o Luca.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Outros assuntos deste blog III - Novidades
Criei mais uma página em nova aba, desta vez sobre parto. Começo com a introdução do livro que estou lendo "Quando o corpo consente", de Thérèse Bertherat (criadora da antiginástica), Marie Bertherat, Paule Brung: http://comobumbumdebebe.blogspot.com/p/sobre-parto.html
Novidades na página de Enxoval - o que o Luca já tem e o que ainda falta, primeiras compras, adesivos de parede, peças lúdicas, almofadas, almofada-brinquedo, colchas, protetores de berço e cortinas, quadros, réguas, iluminação, móbiles, Atelier Panacéia, priminho Gabriel.
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