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quarta-feira, 23 de julho de 2014

O Parto da Nina

Ola! Estou de volta ao blog. Durante o tempo em que estive ausente fiz um diário e aos poucos vou atualizando aqui.
Vou começar com um relato sobre o parto. Não é fácil, pois as lembranças parecem de um sonho, mas quero deixar aqui registrado antes que fiquem ainda mais distantes.


Diário 12/04/2014
Eu já não conseguia evitar a ansiedade. Passei a gravidez temendo um parto prematuro, por conta do diagnostico de placenta prévia e já tinha completado 38 semanas e a Nina não nascia. Não que houvesse risco, meu obstetra me deixava tranquila quanto a isso, mas a mala da maternidade já estava pronta há 3 meses, o quarto impecável, tudo planejado há tempos, então a sensação era de que ela estava atrasada.
Na véspera, senti uma mudança na movimentação da Nina. Ela passou a mexer pouco. Conversarei com minha cunhada Isa, que é doula, e ela me disse que a pequena poderia estar guardando energia para o parto, que deveria estar próximo. À noite, sai para o encontro mensal das minhas amigas arquitetas. Na despedida, elas colocaram, todas juntas, a mão na minha barriga e disseram: "vem, Nina!" 
Deu certo! Levantei as 4 da manhã para ir ao banheiro e me assustei: estava toda suja de sangue. Acordei o Tiago. No banheiro, mais sangue desceu em um jato. Ligamos para o obstetra e ele nos mandou imediatamente para a maternidade. Ligamos, então, para os meus sogros, que estavam esperando este momento há alguns dias, talvez até há alguns meses, e eles vieram ficar com o Luca. Sai de casa achando que estava indo fazer uma cesárea. O Dr. Marcos Dias havia me dito que o tipo de parto seria definido pelo tamanho do sangramento, uma vez que os exames tinham indicado que eu tinha placenta prévia. No carro, a bolsa rompeu. O médico já estava nos esperando na maternidade. Comecei a sentir uma leve cólica. Ao chegar no centro cirúrgico eu já estava sentindo fortes contrações e já tinha 6 de dilatação. Porém, o sangramento estava controlado e tentaríamos parto normal! As contrações estavam doídas! Perguntei ao médico se ele achava que seria melhor sem anestesia ao que ele respondeu que, no meu caso, acreditava que a anestesia iria ajudar, porque as contrações eram muito fortes, porém não dilatavam proporcionalmente. Ufa! Fui anestesiada. Diferente dos outros partos, eu sentia as contrações. Quando elas vinham eu fazia força. O Dr. Marcos ia me dizendo: "7. Força! 8. Força! 9. Força! 10. Coroou! Força que ela está nascendo!"  Nessa hora senti dor como se não estivesse anestesiada. Toda a equipe me encorajava. Parecia que eu não tinha mais de onde tirar força, mas de repente senti ela sair.  Logo a Nina veio para o meu colo, pequena e cor de rosa, ainda com o cordão umbilical pulsando. Ali mesmo o pediatra fez os exames que precisava, enquanto o obstetra tirava a placenta e cuidava de mim. Eu só dizia: "minha menininha! Minha Nina menina!"
Ela nasceu cor de rosa, 3 horas depois do sangramento inicial! Na véspera eu tinha pedido ao Luca que conversasse com a irmãzinha porque já estava na hora dela nascer e nós queríamos ver se ela era grande ou pequeninimha, qual era a cor do seu cabelo e dos seus olhos. Ele disse: "mamãe, ela é bem pequenininha e cor de rosa". A descrição do meu filho estava perfeita!
Só depois de um bom tempo no meu colo é que a pequena foi, acompanhada do pai, pesar e medir. Não tomou banho, colocou sua primeira roupa e veio mamar no meu peito. 


terça-feira, 1 de abril de 2014

Minha experiência: episiotomia, um ótimo anticoncepcional

O meu segundo parto, quando nasceu o meu filho Luca, não foi uma experiência ruim. Na véspera, à noite, saiu o tampão mucoso com um pouco de sangue. Às 3 da manhã, tive uma diarreia. Só tive certeza que as dores que sentia eram contrações e não dores intestinais as 4 da manhã. Acordei o meu marido, ele começou a medir as contrações que estavam vindo de 3 em 3 minutos. Achou que estava medindo errado e acordou a nossa doula, minha cunhada Isa que dormia no quarto ao lado. Ela mediu e era isso mesmo. Resolveu fazer o toque: 6 de dilatação. Avisamos ao médico e fomos para o hospital que ficava a 5 minutos da minha casa. Cheguei lá com 8 de dilatação, fomos para a sala de parto. Cheguei lá com 10 de dilatação. O obstetra disse que o meu filho não estava encaixado. Minha doula perguntou se eu me lembrava dos exercícios que tinha aprendido na aula de parto para ajudar o neném a encaixar. Naquela situação eu não lembrava de mais nada, mas me ocorreu que ficar deitada não era uma boa. Estava deitada desde que chegara ao hospital. Pedi para ficar de pé e assim que o fiz a bolsa estourou. Senti, então, uma dor alucinante e pedi para ser anestesiada. Sabia que com anestesia viria um pacote. Foi o que aconteceu: me deitaram, anestesiaram até eu quase ficar desacordada. Eu não sentia mais as contrações, então empurraram a minha barriga, apesar do meu marido pedir para não o fazerem, e fizeram a episiotomia. O meu filho nasceu 15 minutos depois da chegada à sala de parto. Neste momento eu não estava me importando por terem feito tudo o que eu havia pedido que não fizessem. Eu só queria que o meu filho nascesse e que ficássemos todos bem. Foi o que aconteceu.

Porém, o pós-parto foi muito complicado. Eu havia aprendido que, no caso de se fazer hepisio (como o procedimento é carinhosamente chamado), uma almofada dessas que é vendida para quem opera hemorroidas era uma boa. Porém, nunca imaginei que fosse tão essencial e não tinha comprado a minha. Depois de uns dias sentindo muita dor o meu marido saiu para comprar uma. Não encontrou e voltou de mãos abanando. Eu não conseguia me sentar sem sentir MUITA dor, a não ser na cadeira para amamentar, uma berger. E olha que eu sou forte para dor. Depois de uns dias, um dos pontos inflamou. A dor triplicou. Era apenas um pontinho inflamado. Mas já pensou o que é ter um machucado e sentar sobre ele? Pior, colocar um absorvente nele, depois a calcinha, que fica mexendo a cada movimento e manter o curativo fechado? Fechado e encharcado de sangue (eu sangrei por 40 dias). Posso dizer que é ruim. Mas para algumas pessoas dura alguns dias, cicatriza e fica tudo bem. Só que depende do que foi cortado. Pensa que o médico sabe o que está cortando? Não, ele não tem controle. Pode ser apenas a pele do períneo, ou pode ser muito mais. No meu caso foi muito mais. Por isso a ONS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que a episiotomia não seja feita rotineiramente. 
Os pontos secaram e sumiram mas a minha dor intensa durou mais de 40 dias. E depois, mais 9 meses doendo sem conseguir ter relações sexuais. Um ótimo anticoncepcional, essa tal de episio!
Por isso, para o parto da Nina procurei um médico que trabalha na conscientização necessária para a mudança de paradigma em relação à episiotomia. Episio, só se for necessário. É como a cesária, não se faz a toa.
Por isso também busquei artigos na OMS sobre o tema. Já tinha lido diversos livros e artigos e todos sitavam a OMS. Fui direto à fonte. Segue um dos artigos que encontrei. Livre tradução com ajuda de tradutores on line.


A EPISIOTOMIA PARA PARTO VAGINAL

Limitar o uso da episiotomia para indicações rigorosas tem uma série de benefícios: menos trauma perineal posterior , menos sutura e menos complicações. Embora a episiotomia possa aumentar o risco de trauma perineal anterior não causa uma redução na maioria das medidas de dor e trauma vaginal ou perineal grave.


1 . RESUMO DAS PROVAS

O uso restritivo da episiotomia em partos vaginais sem complicações , ao contrário de episiotomia de rotina está associada a um menor risco de trauma perineal posterior requerendo sutura. Não há nenhuma diferença no risco de trauma grave vaginal ou perineal , dor , dispareunia ou incontinência urinária . No entanto , há um aumento do risco de trauma perineal anterior . Esta correcção não resolve a questão sobre o tipo de episiotomia deve ser escolhido , médio ou médio-lateral .

Todos os ensaios controlados de forma adequada , que pode ser identificados foram incluídos.


2. RELEVÂNCIA PARA BAIXA RENDA

2.1 . Magnitude do problema

Infelizmente , a episiotomia de rotina ou uso liberal da episiotomia , é muito comum na falta de recursos e, em alguns países desenvolvidos. É provável que estes contribuem para a persistência no uso desta prática também dotada, apesar da evidência esmagadora contra a sua utilização de rotina .

Tendo em conta que em muitos países, o HIV / SIDA continua a crescer rapidamente e, na maioria dos países afetados , mais de um terço das mulheres são crianças infectadas pelo HIV , considere tanto protecção dos trabalhadores de saúde e os riscos de transmissão vertical associado ao uso da episiotomia . Durante episiotomia sutura há um alto risco de picar o dedo , especialmente se você usar uma pequena agulha. Os dados atuais indicam que , possivelmente, tenha subestimado o papel da transmissão vertical do HIV no nascimento. Portanto , qualquer intervenção pode aumentar o risco de transmissão vertical .

Devido a isso , em países em desenvolvimento , bem como os desenvolvidos , são mais do que suficientes para neutralizar o uso excessivo de episiotomia .

2.2 . Viabilidade da intervenção

Alguns países, tanto desenvolvidos como em desenvolvimento , conseguiu reduzir a freqüência de episiotomia .

O aumento moderado do trauma anterior demonstrado pela revisão não deve ser visto como um factor de dissuasão . Em geral , o trauma perineal anterior é ligeira e , como mostrado indirectamente na análise Cochrane , o aumento do trauma anterior , não foi associada com o aumento do trauma ou mais severa necessitando de sutura.

2.3 . Aplicabilidade dos resultados da Cochrane Review

Os resultados da revisão aplicam-se igualmente aos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento . No entanto, o uso rotineiro de episiotomia em mulheres que tiveram algum tipo de mutilação genital é uma área que deve ser investigada. Na maioria das formas mais avançadas , a MGF restringe significativamente o orifício vaginal ; praticando parteiras e pessoal médico , em tais casos, incluindo a episiotomia de rotina. Não existe informação suficiente sobre a implementação ideal de episiotomia em mulheres com mutilação genital , seja na indicação e técnica.

2.4 . Implementação da intervenção

Alguns países têm limitado o uso da episiotomia para indicações rigorosas através da adesão aos protocolos padrão, formação e reciclagem e monitoramento de processos e melhoria da qualidade. Levando em conta a força da evidência eo uso freqüente do procedimento, reduzindo as taxas de episiotomia pode ser considerado um teste decisivo para a implementação de serviços de saúde reprodutiva baseada em evidências.

2.5 . Pesquisa

Mais pesquisas são necessárias sobre os méritos relativos de episiotomia mediana contra episiotomia médio-lateral . Neste caso, os resultados de estudos clínicos controlados em países desenvolvidos também pode ser aplicado em ambientes pobres em recursos .

Estudos sobre as consequências de obstetrícia da mutilação genital feminina deve analisar o valor da episiotomia neste grupo de mulheres.

Fontes de Financiamento: Organização Mundial da Saúde, Genebra, Suíça.

Este documento deve ser citado como : Liljestrand J. episiotomia para o parto vaginal : comentário RHL (última revisão em : October 20 , 2003). A Biblioteca de Saúde Reprodutiva da OMS, em Genebra: Organização Mundial da Saúde. Episiotomía en el parto vaginal.


Versão original:

La limitación del uso de la episiotomía a indicaciones estrictas tiene una serie de beneficios: menos traumatismo perineal posterior, menos necesidad de sutura y menos complicaciones. Si bien la episiotomía puede aumentar el riesgo de traumatismo perineal anterior, no provoca una reducción en la mayoría de las medidas de dolor y de traumatismo perineal o vaginal severos.

1. RESUMEN DE LA EVIDENCIA

El uso restrictivo de la episiotomía en partos vaginales sin complicaciones, en oposición a la episiotomía de rutina, se asocia a un menor riesgo de traumatismo perineal posterior y necesidad de sutura. No existe diferencia en cuanto al riesgo de traumatismo vaginal o perineal severos, dolor, dispareunia o incontinencia urinaria. Sin embargo, hay un riesgo aumentado en el traumatismo perineal anterior. Esta revisión no resuelve la pregunta acerca del tipo de episiotomía que se debería elegir, la mediana o la mediolateral.

Se incluyeron todos los estudios clínicos adecuadamente controlados que pudieron identificarse.

2. RELEVANCIA EN LUGARES DE ESCASOS RECURSOS

2.1. Magnitud del problema

Lamentablemente, la episiotomía de rutina o el uso liberal de la episiotomía, es muy frecuente en lugares de escasos recursos y en algunos países desarrollados. Es probable que estos últimos contribuyan a la persistencia en cuanto al uso de esta práctica también en lugares de escasos recursos, a pesar de la abrumadora evidencia contra su uso rutinario.
Si se tiene en cuenta que, en muchos países, la epidemia de VIH/SIDA todavía continúa creciendo rápidamente y que, en la mayoría de los países afectados, más de un tercio de las mujeres tienen neonatos infectados por VIH, se debe considerar tanto la protección de los trabajadores de la salud como el riesgo de transmisión vertical asociado con el uso de la episiotomía. Durante la sutura de las episiotomías existe un alto riesgo de pincharse un dedo, en especial si se utiliza una aguja pequeña. Los datos actuales indican que posiblemente se ha subestimado el papel de la transmisión vertical de la infección por VIH en el parto. Por lo tanto, cualquier intervención puede incrementar el riesgo de transmisión vertical.
Debido a esto, en los países en vías de desarrollo, así como en aquellos desarrollados, existen motivos más que suficientes para contrarrestar el uso excesivo de la episiotomía.

2.2. Factibilidad de la intervención

Algunos países, tanto desarrollados como en vías de desarrollo, redujeron satisfactoriamente la frecuencia de las episiotomías.
El aumento moderado del traumatismo anterior demostrado por la revisión no debería considerarse como un factor de impedimento. En general, el traumatismo perineal anterior es leve y, como se demuestra indirectamente en la Revisión Cochrane, el aumento en el traumatismo anterior no se asoció al incremento en el traumatismo severo o a una mayor necesidad de sutura.

2.3. Aplicabilidad de los resultados de la Revisión Cochrane

Los resultados de la revisión se aplican de igual modo a países desarrollados y a aquellos en vías de desarrollo. No obstante, el uso rutinario de la episiotomía en las mujeres que padecieron algún tipo de mutilación genital es un área que se debe investigar. En la mayoría de las formas más avanzadas, la mutilación genital femenina restringe el orificio vaginal significativamente; la práctica de las parteras y el personal médico, en esos casos, incluye la episiotomía de rutina. No se cuenta con información suficiente acerca de la aplicación óptima de la episiotomía en mujeres con mutilación genital, tanto sobre la indicación como la técnica.

2.4. Implementación de la intervención

En algunos países se ha limitado el uso de la episiotomía a indicaciones estrictas a través del cumplimiento de protocolos estándar, capacitación y repetición de la capacitación y procesos de supervisión y mejora de la calidad. Si se tiene en cuenta la solidez de la evidencia y el uso frecuente del procedimiento, la reducción de las tasas de episiotomía pueden considerarse como una prueba de fuego para la aplicación de la atención de la salud reproductiva basada en la evidencia.

2.5. Investigación

Es necesario realizar más investigaciones acerca de los méritos relativos a la episiotomía mediana versus la episiotomía mediolateral. En este caso, los resultados de los estudios clínicos controlados efectuados en países desarrollados también podrían aplicarse en lugares de escasos recursos.
Los estudios sobre las consecuencias obstétricas de la mutilación genital femenina deberían analizar el valor de la episiotomía en este grupo de mujeres.
Fuentes de financiación: Organización Mundial de la Salud, Ginebra, Suiza.

Este documento debería citarse como: Liljestrand J. Episiotomía en el parto vaginal: Comentario de la BSR (última revisión: 20 de octubre de 2003). La Biblioteca de Salud Reproductiva de la OMS; Ginebra: Organización Mundial de la Salud.

segunda-feira, 24 de março de 2014

38 Semanas!

Montamos o bercinho da Nina, arrumamos o quartinho, as malas da maternidade estão prontas e eu...
...Parece que vou explodir!
Estou SUPER inchada. Não tenho mais posição. Tudo dói.
E a Nina? Aquela que nos deixou uma gravidez inteira preocupados com as chances de parto prematuro?
Está bem, obrigada. Delícia, este útero da mamãe!
Só espero que essa menina não seja pós-termo!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Lista de enxoval


Daqui a pouco a peixinha que está dentro de mim será uma menininha entre nós. Enquanto isso, estamos preparando o ninho para recebê-la. Hoje comecei a pensar no Chá de BB. Aproveitei as listas que tinha feito para o Luca, tirei o que já temos e acrescentei algumas coisas que nunca tivemos e gostaríamos de ter ou que devolvemos para os donos, pois tínhamos muita coisa emprestada. Vou divulgar aqui, mesmo que ainda falte muito tempo para o Chá. É uma maneira de eu ir me organizando e também de ajudar outras mães que estejam meste mesmo momento que eu. Não é uma lista completa do que é útil, mas sim com itens que nós não temos e achamos que nossa vida ficaria melhor com eles. 

Na verdade, o mais importante seriam mesmo as fraldas. Faremos um Chá de Fraldas. Os demais itens aqui são apenas porque na Chá do Luca muita gente queria dar outra coisa, além das fraldas e a lista ajudou na escolha. Os itens que ganhamos foram essenciais e não nos desfizemos de nada, porque sabemos que em cada um deles tem um bocado de amor. Desta vez não estou colocando uma lista com as roupas, porque ainda preciso contabilizar o que já tenho, uma vez que a Nina herdará muita coisa unissex que foi do Luca, além das roupinhas femininas das primas Maria Luisa e Sofia e da amiga Laura.

Lista enxoval da Nina

Higiene
12 fraldas de pano*1 - a Maria nos emprestou várias
1 troninho adaptador para vaso sanitário (sugestão: Toily 2 em 1 troninho e adaptador Tinok) * - compramos

Banho
3 toalhas de banho com capuz - a Mari nos emprestou
1 rede de proteção para banheira*
1 ofurô*
1 dedeira de silicone para escovar os dentes*
1 caneca macia para o banho*
1 "touca" de silicone para proteção das orelhas e olhos

Quarto
1 berço* - vamos ganhar da Beth e do Thadeu
1 colchão*
1 protetor de colchão*
2 kits de berço: edredon ou colcha, almofadas laterais*1 ou rolinhos*
1 garrafa térmica - vamos ganhar da Ana Slade
1 travesseiro anti sufocante*
1 travesseiro para bebê*
3 fronhas avulsas para travesseiro de bebê*
1 jogos de lençol de berço (1 com elástico, 1 para se cobrir e 1 fronha)*
1 edredom
1 colcha para berço
1 rolinho apoio lateral
1 cortinado

Passeio
1 ninho neonato para carrinho*
1 espelho retrovisor para o carro*
1 plataforma para carrinho (sugestão: EZ Step) *
1 guarda sol para carrinho com filtro solar*
1 organizador de brinquedos para carro*

Brincar
2 mordedores*
1 tapete para brincar*
2 joelheiras*

Sugestões de sites para compra:
* site da Abracadabra (http://www.abracadabra.com.br, lista 994546655;
*1 site Família Ripinica (http://www.familiaripinica.com.br/loja.asp).

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Placanta prévia

Já contei aqui em outro post que estou com placenta prévia, que é quando a placenta está baixa, no meu caso encobrindo completamente a abertura do colo do útero. Bem, estamos comemorando que entramos na 23a semana e que de agora em diante as chances da Nina sobreviver com ajuda da UTI neonatal são grandes. 
Segue um texto de um site (http://brasil.babycenter.com/a1500570/placenta-pr%C3%A9via#ixzz2neAS97iCque gosto muito e que acompanho desde a gravide do Luca sobre a tal da "placenta prévia" para ajudar a esclarecer a todos que estão preocupados conosco e outras mulheres que podem apresentar o mesmo problema. O texto fala o mesmo que o meu obstetra e que o meu livro de cabeceira "O que esperar quando você está esperando".

Como é a placenta prévia?

O que é placenta prévia? É um problema comum?


A placenta prévia, também conhecida como placenta de inserção baixa, é uma complicação da gravidez causada pelo posicionamento da placenta, que se implanta na parte inferior do útero, cobrindo parcial ou totalmente o colo do útero. De três a seis mulheres entre cada mil grávidas tem o problema. O sangramento pode ser um dos sintomas. Conforme a parte inferior do útero estica, na segunda metade da gravidez, a placenta pode se descolar, provocando uma hemorragia. Se a placenta estiver obstruindo completamente o colo do útero, o parto normal se torna impossível. 

A hemorragia representa risco de vida tanto para a mãe quanto para o bebê, mas é raro que ocorra morte. Se o sangramento não puder ser contido, ou se a mulher entrar em trabalho de parto prematuro, o bebê terá de nascer por cesariana, mesmo que ainda faltem várias semanas para a data prevista para o parto. 

A placenta prévia pode ser dividida em quatro tipos, sendo que os dois primeiros são os mais comuns: 
I - a placenta tem inserção baixa no útero, mas o parto normal ainda é possível. 
II - o extremo inferior da placenta chega a encostar na abertura do colo do útero, mas não o fecha, portanto o bebê pode nascer de parto normal. 
III - a placenta cobre parcialmente a abertura do colo do útero. O bebê terá de nascer via cesariana. 
IV - a placenta cobre completamente a abertura do colo do útero. O bebê terá de nascer via cesariana. 

Se no começo da gravidez você fizer um ultra-som e a placenta parecer estar perto do colo do útero, ou até o encobrindo, não é preciso se assustar. É quase certo não se tratar de um caso de placenta prévia. À medida que o bebê cresce, o útero aumenta e naturalmente afasta a placenta do colo do útero. Mesmo que a placenta ainda esteja baixa no ultra-som morfológico, por volta de 20 semanas, pode ser que ela não traga problemas quando a hora do parto chegar. 

O recomendável é que, em todos os casos em que a placenta tenha coberto o orifício interno do colo do útero, em qualquer ponto da gravidez, a mulher seja submetida a uma nova ultra-sonografia com 36 semanas. Na grande maioria das vezes, o exame mostrará que a placenta mudou de lugar e já não representa problema na hora do parto.

Quais são os sinais de alerta para a placenta prévia?

Sangramento vaginal sem dor no último trimestre da gravidez costuma ser um sinal de alerta, e é preciso procurar ajuda médica imediatamente se acontecer. Pode ser, no entanto, que não haja nenhum sintoma, e a condição só seja descoberta durante os ultra-sons de rotina.

Existem fatores de risco que predispõem à placenta prévia?

A placenta prévia é mais comum quando a mulher já teve pelo menos uma gravidez. Também há um risco ligeiramente maior para mulheres que já foram submetidas a uma cesariana, que já tiveram um caso de placenta prévia antes ou que fumem. A maioria das mulheres que apresenta placenta prévia não tem nenhum fator de risco específico.

Como a placenta prévia é controlada?


Depende da presença ou não de sangramento e do estágio da gravidez. Se o problema for diagnosticado depois da 20a semana, mas não houver sangramento, a orientação deve ser de evitar o excesso de atividades físicas e o estresse. Se houver hemorragia, a mulher será internada, para que o sangramento seja monitorado. Mesmo que o sangramento seja contido, pode ser que, dependendo da gravidade do caso, os médicos prefiram que a mulher continue no hospital até o nascimento do bebê. 

Os obstetras também costumam aplicar injeções de esteróides para ajudar a amadurecer os pulmões do bebê, para o caso de um parto prematuro. 

Se você tiver placenta prévia, não deixe de avisar sempre que for ser examinada por algum médico ou enfermeira que não saibam do problema. Eles podem preferir evitar fazer exame de toque vaginal. 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Usando a criatividade nas férias!

Estamos na contagem regressiva para a chegada das férias! Vamos passar 1 mês e meio intenso. E um pouquinho complicado porque estou com a placenta baixa (chamada placenta prévia) e o meu obstetra me recomendou repouso. Não absoluto, mas tenho que diminuir as minhas atividades, porque se não melhorar acabarei tendo que ficar de repouso absoluto. Nada de pracinha, praia, empurrar o patinete por aí... O que fazer? Usar a criatividade. Comecei uma pesquisa de brinquedos e brincadeiras divertidas para fazermos juntos neste período. Vou dividir com vocês.
Amanhã posto mais idéias. Até!
Fonte: www.blog.makezine.com
Fonte: www.mommo-design.blogspot.it

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Irmãzinha

O Tiago beijou a minha barriga algumas vezes na frente do Luca, chamando-o para fazer o mesmo, sem nunca obter resultado. O pequeno fazia que não era com ele. Porém, ontem ele começou a conversar com o neném. Perguntei se achava que era irmã ou irmão e ele disse que era uma irmãzinha. Hoje ele pediu para ver a minha barriga e deu muitos beijos, falou: "Oi, irmãzinha! Tudo bem?" Mais tarde, na hora de dormir ele falou: "Irmãzinha, não tem mais mamá, irmãzinha!". Estamos iniciando o desmame e está sendo difícil pra todos nós, mas este é um post para uma próxima vez. Vim aqui porque não podia deixar de registrar os progressos do Lu com a irmãzinha.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Então, os enjoos!

26/08/2013
Tem uma semana que os enjoos chegaram. Porém, só hoje vieram pra valer. Estive a ponto de vomitar e só não o fiz porque o Tiago correu com o Meclim para me salvar. Eles chegaram para o meu desespero e para a alegria do Tiago que falou: "agora sim tenho certeza que você está grávida." Pode? Ele tem sérias dificuldades em acreditar. Pro homem é diferente, ele não sente no próprio corpo as mudanças tão palpáveis que nós mulheres sentimos.
O Luca está assimilando essa história de irmãozinho. Hoje uma amiga mostrou a ele uma foto de um bebê. Ele disse: "o bb está na barriga da mamãe." Uma graça esse meu filho!
Agora já contamos para todas as pessoas próximas.  O Tiago, que é o segundo filho está impressionado, e sentido, com a pouca repercussão que tem o segundo filho. Ninguém dá muita bola. Eu mesma, antes de começar a enjoar, era capaz de esquecer que estava grávida. Nunca que isso acontecia na gravidez do Lu. Estar grávida era um estado de contentamento e descobertas ininterrupto. O que acho bom disso é que fica mais leve. 
Agora, enjoando, tenho vontade de contar pra todo o mundo da gravidez. Acho que vão olhar pra mim e imaginar que estou muito doente. Tenho grandes olheiras, meus olhos lacrimejam sem  parar, devo fazer caretas horríveis por causa do enjoo. Mas me seguro. Deixa que pensem. Por enquanto é melhor assim. Essa semana terei a esperada consulta com obstetra e em breve farei a primeira ultra. 

Então, grávida!

13/08/13
Quando confirmei com o Tiago se ele queria mesmo um filho, impus uma condição: devíamos juntar dinheiro para pagarmos um obstetra que fizesse parto normal. Ele disse que já podíamos pagar por isso, que eu relaxasse. Vê-se que relaxei. Porém, no dia do teste ainda não tínhamos médico. Liguei para o obstetra dos meus sonhos. Ele estava de férias e só voltaria a atender em 22 dias. Tudo bem, vamos esperar. Só que combinamos fazer segredo até a primeira ultra. Principalmente para as pessoas mais próximas. E a primeira ultra vai demorar... Hoje é comum os casais esperarem passar os 3 primeiros meses para anunciar a gravidez. Apesar de ter seguido esta convenção na gravidez do Luca, tenho dificuldade em fazê-la. Tenho vontade de sair por ai berrado: "estou grávida, tem um neném na minha barriga".
Resolvemos contar para o Luca. Ele pareceu entender e ficou meio bravo. Tentei explicar o que era um irmão, porque não sei se ele sabia. Quando falo do assunto ele parece não ouvir, mas volta e meia sai com um "irmão" solto entre outras palavras. 
Tinha pedido para minha amiga Ana me devolver os livros sobre gravidez que tinha emprestado para passá-lo para a minha cunhada Joana, que descobriu recentemente que está esperando uma menininha. Por coincidência ela me devolveu antes de ontem. Então já voltei a ler meus livros queridos. 
O Tiago está viajando a trabalho há 4 dias. Claro que isso não podia passar em branco. No sábado à noite o pequeno começou com febre. Estou há 2 noites sem dormir. Morta! Isso não é muito bom p o novo neném, mas não há nada que eu possa fazer. 

Eu faço gente!

10/08/13
Quando eu e o Tiago conversávamos sobre filhos, muito antes de tê-los, queríamos dois. O Luca nasceu e nada mudou no desejo do Tiago. Já eu queria tanto quanto temia. Principalmente por medo do que representaria na minha instável vida profissional. O desejo venceu o medo. Como tive bastante dificuldade para engravidar da primeira vez, resolvi conversar com o Tiago. O Luca já tem 1 ano e 8 meses, se ele quisesse mesmo outro filho era a hora de tentarmos. Ele queria mesmo! Então fizemos uma tabelinha e começamos a praticar. Minha menstruação vinha regular nos últimos meses. No primeiro dia de atraso tive certeza que estava grávida. Avisei ao Tiago que tinha atrasado. Ele nem ligou. Pensei: "está nervoso". Comprei, em segredo, um teste da urina. Fiz no dia seguinte e apareceram duas listas rosadas, porém uma muito tênue. Naquela hora da manhã eu estava sonolenta e nem tinha lido direito a bula. Fiquei na dúvida. Resolvi dividir com o Tiago. Ele dormia. Mesmo sonolento conseguiu ler melhor do que eu. Dizia: "duas faixas, mesmo que uma delas seja muito tênue, significam resultado positivo". Mas o Tiago não acredita nestes testes. Resolveu que tínhamos que fazer o de sangue. No fundo, ambos sabíamos que estávamos grávidos, porém precisávamos de uma comprovação palpável. À noite, já tinha saído o resultado: POSITIVO, claro. 
Ainda não estou enjoando. Sinto muito sono, umas tonteiras e dor no baixo ventre. Estou sem apetite. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Um quarto das brasileiras sofre violência no parto







Eu queria, depois de tanto tempo sem conseguir escrever aqui, contar algo bem leve e feliz. Mas quando entrei no meu e-mail hoje vi algo que não pude deixar de dividir com vocês. No ano passado, respondi a uma pesquisa sobre violência obstétrica. Com ela se pretendia coletar dados para lutar contra essa violência. Fiquei muito satisfeita em participar e poder contribuir para que se possa lutar a favor das mulheres. E muito triste ao ver os resultados "uma a cada quatro brasileiras sofre violência no parto". Seguem aqui alguns links sobre o resultado:
Apresentação dos resultados - texto descritivo, compilação de publicações, grupos de apoio e sites: https://www.dropbox.com/s/qu902b1t8banwhr/Divulga%C3%A7%C3%A3o%20dos%20resultados_%20Apresenta%C3%A7%C3%A3o_Diagramada_Vers%C3%A3o%20final.pdf
Apresentação dos resultados - gráficos: 
Blog "Cientista que virou mãe" da Ligia Moreira Sena, uma das autoras da pesquisa:
Blog "Parto no Brasil", de Ana Carolina A. Franzon, uma das autoras da pesquisa, e Bianca Lanu:  
Vídeo Violência Obstétrica - A voz das brasileiras:
Ainda dá tempo de participar: 
Entrevista na rádio sobre a pesquisa: